quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Uma máquina nova e macarons para um começo de ano feliz...



Estou com uma máquina de costura nova. Meu mais adorado presente chegou durante o natal mas eu não tive chance de exibir a minha querida preciosidade antes. Foi um presente do Per que me surpreendeu com uma máquina nova enquanto eu fuçava brechós atrás de uma singer usada... Acho que ele cansou da busca e dos meus remendos feitos a mão! Será?



Eu sempre tive máquinas de costura, a primeira eu ganhei da minha avó, uma máquina que tinha sido dela e era antiguinha mas ótima. Mas, metida que sou, quando comecei a ganhar grana comprei uma singer de gabinete poderosa que fazia mil coisas. Quando mudamos para cá eu deixei minha super singer com a minha mãe e ela pouco usa. Como minha máquina é 110W não dá para usar aqui pois tudo na Noruega é 220W e as coisas funcionam bem mal com conversores, uma amiga dos EUA tentou usar conversores em tudo e nada deu muito certo.



Nos últimos dois anos eu estava com uma máquina emprestada de uma amiga. A mãe dela tinha morrido e ela herdou a máquina que era da mãe, mas não tinha onde colocar e como nunca costurava me emprestou. Durante dois anos a máquina ficou aqui em casa, já tinha me esquecido que não era minha. Mas minha amiga mudou-se para Oslo e levou a máquina, claro, uma outra Singer, ainda mais antiga que a da minha avó e super maravilhosa. A melhor máquina que eu já usei na vida, fantástica. Com um design super inteligente como nenhuma outra máquina. Chapei, queria uma igual a da minha amiga, queria uma super singer anos 70 para mim. Mas quem disse que eu achei?




Procuramos em brechós, lojas de usados, na internet e nada. Só encontrei máquinas ruins, caindo aos pedaços e muito velhas. Enquanto eu decidia o que fazer, já que a minha fissura por uma máquina só aumentava, Per comprou uma máquina e me deu de presente de natal. E eu não esperava que ele invadisse minha praia e decidisse comprar uma máquina para mim. Minhas máquinas sou eu quem escolhe e compra, mesmo que ele pague. Dá para sacar?



Mas ele fez isto, ainda que isto não seja coisa que ele normalmente faça. Vamos combinar, homens nórdicos não são invasivos, não resolvem coisas para suas mulheres sem serem solicitados, não compram máquinas de costuras suecas novas enquanto a mulher, do tipo super auto-suficiente, está numa epópeia atrás de uma máquina usada. Mas ganhei uma AEG, sueca, uma marca do grupo Electrolux, também sueco. Fiquei feliz, eu pensava queria uma máquina japonesa carérrima e estava na maior dúvida se continuaria atrás de uma singer. Sou meio embaçada mas Per desembaçou e comprou uma maquininha nova para mim. Amei, não conheço a marca, mas adorei.



Enquanto preparo a festa da pequena, o jantar desta noite e ainda eu leio as intruções da nova máquina. Hoje ainda vou costurar uns saquinhos coloridos de pano para as lembrancinhas das crianças no sábado. Será uma boa estréia para uma máquina de costura nova. Enquanto o último dia do ano se esvai nós ficamos por aqui, nos enchendo de café e macarons franceses que ganhei de uma amiga querida.




Minha amiga passou uma semana em Paris e trouxe-me uma caixa com 12 macarons de tres sabores diferentes, tudo isto porque nós ficamos cuidando da gatinha dela. Ora, ora, se ela soubesse como nós nos divertimos cuidando da gata saberia que eu é que deveria ter assado uns macarons para ela para agradecer o uso da gata para nosso entretenimento e alegria pessoal.




Nada de receitas hoje, começarei o ano com algumas, espero. Apenas imagens de coisas que amo, minha nova máquina de costura e macarons diversos. Lá fora o frio continua, mas aqui dentro o coração e a sala estão bem quentes. Feliz ano novo para todos!!!!

Nos vemos aqui em 2010!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O lado B dos cartões de Natal...



Depois do natal fomos até a Suécia, até Åre , uma cidadezinha deliciosa na fronteira entre Noruega e Suécia para onde vamos sempre. A irmã do Per tem um chalé ótima em Åre e, talvez por isso, estamos sempre por lá. Åre é a mais importante estação de esqui tipo alpino da Suécia e é a típica imagem de cartão de natal. Mas a cidade fica lotada durante todo o inverno e esta semana o lugar estava lotadíssimo e, ao que parece, metade de Estocolmo está passando o final de ano em Åre. Para mim foi até divertido para matar minha sede de multidão. Cafés e restaurantes lotados, filas absurdas nos supermercados, na loja de vinhos tinha fila longa na rua para entrar na loja com seguranças controlando a entrada na porta. Estas são coisas impensáveis por aqui, é inacreditável. As fotos que fiz não fazem jus ao movimento que estava na cidade onde até acidente de trânsito teve. A coisa piora depois que escurece e as pistas de esqui dão uma certa esvaziada. E mesmo com temperaturas entre -20C e -22C a cidade estava lotada e ficou quase intransitável.



Eu adorei pois em geral adoro uma muvuca, mas nunca senti tanto frio na minha vida e nem a Estela quis ir esquiar. Na verdade fazer snowboard, o lance deles aqui em casa é snowboard. E ela em geral topa todas! Já o Tormod é o primeiro a querer ficar em casa, em frente a TV e não sair para nada. Muito engraçado como eles são diferentes. Mas ficamos de bobeira, fazendo compras e depois fomos visitar a Åre Chokladfabrik, a loja da fábrica de chocolate que eu amo. Todos os anos eu vou até lá para comprar chocolates e saio com alguns pacotes da trufa de menta que é tudo de bom. Muitos são os sabores das trufas e dos chocolates, mas eles produzem uma trufa de caramelo com menta que é a minha favorita, um sonho. Para mim a trufa de menta com chocolate ao leite justifica uma ida a Åre todas as épocas do ano, principalmente se a cidade estiver cheia de gente e de burburinho.



A fábrica de chocolate fica um tantinho fora do centro de Åre (3km), a beira do lago (bem a cidade toda fica a beira do lago) que estava totalmente congelado. Fiz umas fotos da casinha da fábrida de chocolate e da loja. Dentro da loja estava um caos e não deu para fazer muitas fotos boas, mas dá para se ter uma idéia do lugar nas fotos da colagem. Eu totalmente recomendo uma ida até Åre para os fanáticos por esportes de inverno, não que no verão a cidade seja um deserto. É um lugar perfeito para pedalar, nadar, escalar e acampar, nós vamos até lá no verão direto. E aquele lago é tudo de bom no verão. A vantagem é que a cidade custa menos da metade do preço durante o verão, claro, os sueco não são bobos não. As lojas estavam todas em liquidação, tudo muito barato, mas eu não uso roupas esportivas, daquelas criadas para esquiar. Nem morta que eu visto um daqueles casacos a prova de vento e neve. Eu uso lã, sempre lã, muita lã. E as calças para esquiar então? Um horror, não, me recuso a esquiar, não nesta vida. Além disso não posso me dar ao luxo de quebrar nada a esta altura da vida. Época de ter fraturas já passou, espero, pois o povo se quebra viu...



Já patinar no gelo eu já patinei muito, e ainda patino, e acho que dá para manter um certo estilo e charme com patins de gelo nos pés. Com patins de gelo nos pés uma mulher pode ousar se vestir como bem entende, já com esquis, bem, esquis são um atentado ao bom gosto. E o pior é que o povo usa roupas desenhadas para esquiar no dia-a-dia. Eu acho uó, assim, um horror. Mas gosto não se discute, principalmente quando está frio. Veste-se o que de melhor há para proteger-se do frio assassino, ou então fica-se em casa se enchendo de chocolate. Eu prefiro uma sala quente, com lareira e muito chocolate. Exatamente o que eu estou tendo agora, só que o chocolate não é quente... As trufas de menta a esta altura já acabaram.



No sábado tem festa de aniversário aqui em casa, minha menininha faz 10 anos, aí, estou em plena produção, mas não pude deixar de dar um alô para vocês, ando sumida, preguiçosa, mas penso sempre no blog e em tudo que gostaria de contar para vocês. Em breve eu volto. Antes de 2009 acabar!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A alegria do brinde feito em casa...



Lembram daquele mundo de ameixas que colhemos nas ameixeiras do nosso jardim? E daquele licor de ameixas que estava maturando? Pois o tempo passou rápido e o licor ficou pronto. Esta semana ele estava no ponto e além de presente todo especial, para pessoas muito especiais, foi nosso delicioso brinde de Natal. Para a minha surpresa, grata surpresa, o produto final não ficou muito doce, muito pelo contrário. Produzi um licor de ameixas perfeito, pura harmonia entre frutas, açúcar, cachaça e aromas. Foi minha primeira experiência e eu não sabia o que esperar e como as frutas estavam bem doces temi que a quantidade de açúcar fosse grande demais, mas ficou perfeito.



Para quem não lembra, eu usei uma receita italiana de licor de ameixa, do licor bargnolino, mas fiz no escuro usando cachaça e açúcar de beterraba e não sabia o resultado que iria obter. Depois de provar o resultado tudo o que eu espero agora é que as minhas ameixeiras produzam a mesma quantidade de ameixas no verão que vem pois vou trazer do Brasil alguns litros da melhor cachaça orgânica que eu encontrar e o melhor açúcar de cana orgânico do Brasil. Aí sim meu licor vai ser o melhor licor de ameixas orgânico do mundo... Me aguardem!



Espero que todos vocês tenham tido um feriado esplêndido e tenham comido tão bem quanto eu. Fiz um bacalhau espiritual, uma receita tão familiar que é quase uma homenagem aos meus antepassados. Foram muitas lembranças e muitas saudades, tudo isto numa receita de peixe. Mas também fiz uma peça enorme de costela de porco com muito alho e vinho branco afinal estamos na Noruega. De sobremesa um pavê banhado com muito licor de ameixas. Entre as camadas do doce coloquei uma camada generosa de ameixas drenadas do licor e ficou um sonho. Como o pavê ficou muito alcóolico, recomendado para adultos apenas, fiz um pudim de chocolate para as crianças mas que agradou a todos.




Feliz natal, queridos!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Romeu e Julieta com farofa de castanha do pará no copo...



Impressionante como a mente dá voltas longas. Ontem e hoje, ao fazer este doce, lembrei muito de fatos e pessoas que eu não vejo há tempos. Primeiro eu lembrei a moça que fazia este delicioso creme de iogurte e queijo com calda suave de goiaba. Este creme eu descobri e comia regularmente nos meus tempos de Folha S.Paulo, quando uma senhorinha adorável aparecia na redação do jornal no final da noite para nos trazer sanduíches, bebidinhas e sobremesas maravilhosas. As noites de sexta feira, durante o "pescoção" ela ocupava as mesas da Ilustrada, ou melhor, da coluna da Joyce, já totalmente vazia aquela altura da noite, com cestas e potes térmicos cheios de delícias para alimentar jornalistas e fotógrafos famintos e exaustos.

Todas as sextas ela (gostaria de publicar seu nome mas fiquei insegura) nos trazia esta deliciosa versão cremosa de goiabada com queijo. Foi com ela, na Folha, que eu provei pela primeira vez esta versão de goiabada com queijo cremoso servido em taça e lindamente travestidos de mousse. Isso foi em 1994, 1995. Aí lembrei que em 1996 eu fiz uma festa de aniversário grande no meu apartamento no bairro do Sumaré, para onde me mudei no começo de 1996. Para a tal festa eu encomendei uma leva do pudim-mousse-creme de queijo com goiabada e ela fez.



A festa foi ótima e hoje virou uma data lendária pois naquela dia, 17 de abril de 1996, dia do meu aniversário e na noite da minha festa, talvez a única festa que eu fiz para mim mesma, ocorreu o cruel massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, símbolo maior de tudo o que é ruim e ainda sobrevive no Brasil.

Naqueles dias eu vivia atrás de um moço, um fotógrafo fantástico que então já fazia trabalhos incríveis e viria a fazer outros tantos ainda mais impressionantes. Ele era o convidado especial da festa, ele viria para a festa, nós iríamos ficar juntos e ele iria passar a noite. Mas o inevitável aconteceu. Ainda no começo da noite o jornal ligou, um editor desesperado e ele foi forçado a pegar um vôo fretado de última hora para o longínquo estado do Pará. Naquela noite trágica o meu moço me deixou sozinha para ser o primeiro fotógrafo de São Paulo a chegar ao local da tragédia. Ele conseguiu imagens impressionantes dos corpos massacrados pela Polícia no pequeno posto de saúde que serviu de abrigo para os corpos e a perícia. Aquelas fotos fizeram história.



Impressionante o poder das lembranças. Me perdoem se causei algum constrangimento ao misturar tragédia, com amor e comida. Mas eu sempre ligo as coisas todos e em geral não perco o apetite para nada, nem mesmo diante da violência contra o homem do campo que ainda domina na região amazônica, onde os pequenos são diariamente esmagados pela ambição e crueldade sem limite dos grandes e poderosos senhores de terra modernos. Meu moço, aquele que eu tanto queria em 1996, voltou para SP muitos dias depois, mas nosso romance não foi muito longe. Poucos meses depois ele foi transferido para a Sucursal de Brasília e a coisa foi esfriando.

Ele e aquela senhorinha querida dos doces permanecem como boas lembranças da minha vida. Juntos como este pudim-mousse-creme de queijo com calda de goiaba habitam meu imaginário, são lembranças poderosas. E hoje, cada vez que eu celebro o meu aniversário, eu também celebro o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária instituído em 2002 pelo presidente FHC em homenagem aos mortos de Eldorado de Carajás. Parece que o meu destino estará para sempre ligado a luta pela reforma agrária, mesmo que eu não fosse uma grande ativista.



Taça de queijo com gelatina de goiabada e farofa de castanha do pará (Brasil)


200 gramas de queijo cremoso
100 gramas de iogurte natural
50 gramas de mel
1 colher de chá de extrato puro de baunilha

Gelatina de goiabada

100 gramas de goiabada cascão
100 ml de água + 2 colheres de sopa para amolecer a gelatina
1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor

Separe 4 taças e tire o queijo da geladeira para ficar em temperatura ambiente.

Coloque duas colheres de água num pires e salpique com a gelatina e deixe amolecer. Enquanto isto dissolva a goiabada na água fervente e adicione mais água se necessário, mas adicione aos poucos para não aguar demais a goiabada. Quando a goiabada ferver e derreter totalmente, formando um calda lisa, mas densa, adicione a gelatina e mexa até dissolver totalmente. Coloque a gelatina de goiabada no fundo de 4 taças e leve para gelar.

Quando a gelatina estive levemente endurecida prepare o creme de queijo. Bata com um fouet ou colher de pau o queijo, o iogurte, a baunilha e o mel até formar um creme bem homogêneo, sem pelotas. Distribua nas taças sobre a gelatina de goiaba e leve para gelar por umas 3 a 4 horas. Sirva com farofa de castanha do pará. Se preferir use migalhas de biscoitos que fica ótimo também.

Se usar goiabada com pedaços de goiaba melhor ainda, os pedaços ficarão ótimos na gelatina.


Farofa de castanha do Pará


5 castanhas do pará
1 colheres de sopa de manteiga gelada
2-3 colheres de sopa de açúcar

Triture as castanhas no processador e misture com a manteiga e o açúcar usando as mãos até formar uma farofa. Salpique sobre as taças na hora de servir.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Quadrados de chocolate com amendoim, castanha de cajú e pistaches para presente...



Hoje eu fiz estes quadradinhos para levar para a casa da cunhada e dar de presente para uma amiga. Ficaram ótimos apesar do sabor levemente diferente pois eu usei um chocolate alemão cujo sabor eu desconhecia. Usei um chocolate meio-amargo com 50% de cacau mas com sabor diferente daquele que eu uso sempre. Impressionante como os sabores diferentes mudam totalmente os resultados. Não ficou ruim, de jeito nenhum, ficou ótimo, todo mundo amou, mas eu tenho minhas preferências em relação a chocolate e quando eu mudo eu estranho.



Essa receita é quase um truque, facílima e muito prática para estes tempos difíceis, quase um refúgio para uma pessoa sem vontade de deixar o ano acabar e com imensa preguiça para produzir os mimos que caem bem esta época do ano. Estou com preguiça mas cumpro com as minhas obrigações e esses quadradinhos são bem fáceis e levam menos do que cinco minutos para fazer e depois é só deixar endurecer.



Esta é uma receita de comadres, encontra-se em todo canto, mas as medidas em gramas desta receita eu adaptei do site da Martha Stewart já que ela usa libras e xícaras para tudo. Lá pelas bandas do norte esses quadrados são chamados de fudge. A seleção de castanhas, pistaches e amendoins é a minha preferida e ainda por cima eu estava com uma leva de pistaches e castanhas de cajú para terminhar e com muito amendoim em casa. E eu amo chocolate com amendoins.



Depois de pronto é só cortar, colocar numas forminhas coloridas e em caixinhas, os amigos vão amar. Na hora de cortar eu tiro as bordas imperfeitas, invariavelmente mais finas e tortas do que o miolo, corto-as em pedaços e sirvo para os meus queridos. As sobras de hoje aparecem no potinho branco, fizeram o maior sucesso.



Quadrados de chocolate com amendoim, castanha de cajú e pistaches


400 gramas de chocolate meio amargo (usei com 50% de cacau)
400 gramas de leite condensado
30 gramas de manteiga
50 gramas de pistaches
50 gramas de castanha de cajú
50 gramas de amendoins


Como:


Numa panela de fundo grosso aqueça o leite condensado, adicione o chocolate picado e mexa até derreter. Quando o chocolate derreter adicione as nozes levemente picadas e a manteiga e mexa até incorporar totalmente. Coloque a massa numa forma forrada com papel manteiga, cubra e leve para gelar por umas duas horas ou até que endureça. Depois de endurecido corte em quadrados pequenos, coloque em forminhas e sirva. Se preferir use frutas secas ou outros tipos de nozes e castanhas.


Rende cerca de 50 quadrados


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Bolinhos de coco e mirtilos para presente



Eu estou totalmente distante do espírito natalino. Parece que ele não conseguiu me pegar este ano. É é meio no piloto automático que eu preparo algumas delícias para dar de presente. Estes bolinhos foram feitos pensando numa amiga muito querida que adora coco e mirtilos. Coloquei num caixa, embrulhei e amanhã ela recebe. O bolinho é um favorito da família e além dos 12 que darei de presente, fiz uns outros sem mirtilos para depois do jantar. Eu gosto com mirtilos mas hoje estava a fim de um bolo de coco simples, sem frutas.



Mesmo que meu espírito natalino tenha me abandonado e eu esteja totalmente sem ânimo para presentes e preparativos eu tenho muita coisa para fazer. Além de preparar alguma coisa legal para dar aos amigos mais queridos, professoras e alguns familiares preciso comprar os presentes das crianças, isto sim um desafio. Per e eu concordamos há anos que não estamos dispostos a entrar na paranóia do consumo e não queremos presentes um do outro. Estamos piorando e ficando totalmente anti-consumo. E para evitar presentes estúpidos para os amigos nada como dar delicinhas feitas em casa de presente. Comida sempre foi o meu presente favorito.



Estes bolinhos são geniais para dar de presente pois além de deliciosas a massa resiste bem na geladeira e os bolinhos podem ser congelados e descongelados algumas horas de serem oferecidos de presente. Além de resistirem super bem e suportam maravilhosamente variações. Por exemplo, as frutas podem ser substituídas, as amêndoas e até mesmo o coco. A receita também pode ser feita com ovos inteiros ou com claras apenas e como eu estou com o freezer lotado de claras eu preferi a segunda opção. Faça como preferir mas lembre-se que se for usar ovos inteiros deve separar gemas e claras e bater as claras levemente para dar uma aerada já que é um bolo sem fermento.




Bolinho de coco e mirtilos


7 claras
200 gramas de açúcar de confeiteiro
150 gramas de farinha de amêndoas
120 gramas de coco ralado
100 gramas de farinha de trigo
250 gramas de manteiga derretida
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1/2 xícara de mirtilos congelados

Como:

Unte com bastante manteiga e reserve 24 forminhas de tortinhas, empadas, muffin ou tarteletes. Numa panela de fundo grosso derreta a manteiga e deixe a manteiga esfriar.

Num processador triture as amêndoas com o açúcar, o coco e a farinha de trigo. Peneire tudo num pote grande. Em um outro pote bata bem os claras até começarem a espumar e adicione a mistura de farinhas, aos poucos, às claras batidas e vá mexendo com a colher de pau, ou espátula, para incorporar. Adicione a baunilha e continue mexendo para incorporar. Por fim adicione a manteiga e mexa com todo cuidado para não espirrar. Mexa até incorporar toda a manteiga à massa. Mexa suavemente até que toda a manteiga seja absorvida pela mistura, pode demorar alguns minutos para incorporar totalmente.

Divida a massa em forminhas preparadas, ou numa forma única preparada sem encher demais as forminhas. Encha apenas metade das forminhas com a massa, ou um pouco mais, e coloque alguns mirtilos na massa. Asse as forminhas em forno pré-aquecido a 180C por 15-18 minutos ou até que enfiando um palito o mesmo saia seco. Cuidado para não assar demais e deixar os bolinhos muito duros e secos! A massa pode ficar na geladeira por até 48 horas, na hora de assar unte as forminha muito bem.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tons de tangerina? ou tons de laranja?



As tangerinas estão lindas e deliciosas e são a alegria e meu consolo neste final de ano apressado. Já comemos algumas caixas de 5kg desde que as tangerinas espanholas voltaram aos mercados em grande estilo. Pensei em fazer uma gelatina de tangerina para a festinha do Tormod, mas como já tinha feito mousse de laranja e graviola desisti dos cítricos. Mas esta semana quando eu vi essa receitinha resolvi fazer a minha versão, do meu jeito. Não acho que deve-se processar as tangerinas inteiras pois vai a carne e as peles amargam por isso o melhor é tirar o suco da fruta no espremedor de frutas e depois peneirar.



A minha loucura por frutas é mais uma das atitudes herdadas da minha mãe que todas as semanas da minha existência infanto-juvenil ia à feira de onde voltava com o carrinho lotadíssimo de frutas, muitas frutas, quantas dúzias de laranjas por semana eram? Seis ou sete, uma dúzia por dia, uma loucura. Herdei a mesma atitude e mantenho a maior fruteira da cidade, sem dúvida, uma gamela antiga e enorme que nunca está vazia, nem mesmo pela metade. São dúzias e mais dúzias de frutas diferentes que são a alegria da casa. E pensa que tenho só uma fruteira? Não! Na sala de baixo, da TV, tem uma bacia de porcelana sempre lotada de bananas, maças, peras, uvas ou ameixas (lavadas) e tangerinas quando estão na estação. As crianças comem muitas frutas por dia pois as frutas estão em todos os cantos e não há nada mais disponível para beliscar entre refeições e eles se jogam. O fato deles se encherem de frutas me ajuda a relaxar na hora em que eles se recusam a comer legumes, principalmente cozidos.



Eu compro uma montanha de frutas todas as semanas mas as frutas que me agradam eu não acho a toda hora. Já falei da minha loucura por mamão e da impossibilidade de achar mamão em condições de ser comido por aqui. Por isso passei a comprar mamão seco. Os quadradinhos coloridos da foto acima, que parecem bala, são pedaços de mamão seco, e eu adoro beliscar estas delícias. Mas não são super saudáveis pois são mezzo cristalizados já que levam algum açúcar no processo, mas ajudar a repor a energia. Hoje tinha um tanto de creme de leite disponível e resolvi fazer um semifrio e coloquei pedacinhos de mamão seco na mistura o que deu uma textura bem interessante ao creme. Além do mamão coloquei chocolate e suspiros. Tinha vários suspiros caseiros esquecidos numa lata e resolvi usa-los em alguma coisa útil. Ficou uma delícia. Se você puder misture polpa de mamão baiano fresco e me mate de inveja.



Semifrio de baunilha com pedaços de chocolate e mamão seco



250ml de creme de leite fresco batido em chantilly
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
50 a 80 gramas de raspas de chocolate meio amargo
6 a 8 suspiros grandes quebrados em farelos
4 colheres de sopa de mamão seco picado bem pequeninho

Como:

Bata o chantilly com o açúcar e a baunilha até formar um chantilly médio-duro. Adicione as raspas de chocolate, 3/4 dos farelos de suspiro e duas colheres de mamão seco picado e misture suavemente ao creme usando uma espátula. Misturar suavemente é importante para que o creme não perca muito volume. Divida a mistura em duas taças. Cubra com o restante dos farelos de suspiro e pedaços de mamão seco. Leve para gelar por umas duas horas. Sirva gelado.

Rende 3 a 4 porções



Gelatina de tangerina

Mezzo inspirada nesta receita aqui

1 litro de suco de tangerina (usei 16 tangerinas no processo)
60 gramas de açúcar
1 colher de sopa de suco de limão verde
5 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor

Como:

Esprema as frutas para retirar o suco e peneire. Transfira os sucos de tangerina, de limão e o açúcar para uma panela de fundo grosso e aqueça até ferver em fogo médio. Enquanto isto deixe a gelatina amolecer em 3 colheres de sopa de água fria. Quando a mistura de sucos ferver adicione a gelatina e mexa bem até dissolver totalmente. Divida a gelatina em potinhos individuais, ou numa taça grande, e deixe gelar por cerca de 6 horas. Sirva com umas boas colheradas de iogurte natural temperados com algumas colheres de mel e gotas de extrato puro de baunilha.

Rende cerca de 1 litro de gelatina.




A árvore que aparece numa das primeiras fotos da postagem será a nossa árvore natalina este ano. Ela foi escolhida por mim na floresta este ano, retirada e plantada num pote pelo Per. Ainda é pequena mas é uma linda julgran, em inglês aqui, que vai crescer e se tornar nossa árvore de natal todos os anos, enquanto ela passar pela porta da sala, claro. Mas por hora paramos de comprar árvores cortadas da floresta. Estamos mais ecologicamente sustentáveis este natal!