sexta-feira, 12 de abril de 2013

Fudge de amêndoas...



Alguns dos ingredientes mais versáteis e saborosos disponíveis pela aí são manteigas de nozes, amêndoas, amendoim e castanhas diversas. A gente não costuma usar muito estas manteigas em receitas brasileira, mas deveríamos. Por exemplo, elas "atuam muito bem no papel" de gordura em sobremesas diversas, mas servem para milhões de receitas, doces e salgadas. São sensacionais em molhos. A mais famosa destas manteigas é a de amendoim, mas há de cajú, de amêndoas, de avelãs, de castanha do pará, de nozes, de macadâmia e por aí vai.






Qualquer uma destas manteigas serve para fazer este fudge, mas, uma dica: manteiga de nozes e catanhas precisa ser uma manteiga pura, sem adição de óleos vegetais, sem aditivos, sem açúcar e sem sal. Para deixar as manteigas cremosas e mais baratas a indústria enche de aditivos e a sua manteiga de nozes vira uma margarina de nozes, misturadas aos mais horrorosos óleos vegetais, emulsificantes, e cheia de sal e ou açúcar. Usar essas porcarias para fazer fudge não vale, até porque são as manteiga de nozes e castanhas puras que tem a textura densa e sensível ao frio ambiente da geladeira. Se usar uma manteiga misturada este fudge vai certamente micar.




Fudge de Amêndoas


Receita inspirada nesta aqui

250g manteiga de amêndoas pura, sem adição de sal e sem açúcar
60g óleo de coco extra virgem puro
1 a 2 colheres de sopa de xarope de malte de arroz (100% glucose, sem frutose)
1/2 colher de chá de baunilha em pó

Como:

Derreta a manteiga de amêndoas, o óleo de coco e o xarope em banho maria, adicione a baunilha, mexa delicadamente para incorporar tudo e coloque a mistura numa forma forrada com papel manteiga, papel laminado ou filme. Coloque na geladeira até que a mistura endureça o suficiente para cortar em quadrados. Sirva gelado e mantenha em geladeira já que em temperatura ambiente tanto a mateiga de amêndoas como o óleo de coco vão começar a derreter. Conservar em pote vedado. Pode ser conservado por duas a três semanas em geladeira.



domingo, 7 de abril de 2013

O poder do nome e barrinhas de cacau, nozes, castanha do pará e tâmaras: o tal "brownie cru"



Uns tempos atrás fiz uma postagem onde me perguntava o que garante um nome famoso: o nome ou a forma? Então me referia a uma receita de madalenas assadas em formas diferentes daquelas forminhas tradicionais em formato de conchinhas. O nome adiciona um charme imenso a receita de qualquer bolinho amanteigado com notas de limão e sem fermento, assado em forma de conchinha, ou não. O nome adiciona uma sensação a mais, já que, em se tratando de humanos, há que se considerar que funcionamos por "sugestão"...





Ainda, para chegar ao ponto, há pela aí uma dieta crua (raw diet) onde tudo o que o sujeito deve consumir são alimentos produzidos e/ou manipulados em temperatura máxima de 40 graus celsius, para garantir que não há perdas de enzimas presentes nos alimentos, mas destruídas pelo cozimento. Não vou entrar no mérito da dieta. Entre as muitas receitas cruas que acha-se pela rede há uma grande variedade de sobremesas cruas, tortas e doces que tem como base nozes e castanhas diversas. Em geral é uma mistura de nozes e/ou castanhas, frutas secas (em geral tâmaras, mas podendo levar também coco ralado seco), algum óleo extra virgem extraído a frio (em geral coco, mas é comum o uso de manteigas de cajú, amêndoas ou amendoim puras) e cacau puro em pó (este em geral opcional). Estes ingredientes, triturados em processador podem ser transformados em barrinhas, trufinhas, docinhos e até mesmo cortados para lembrar "bolos" crus. A receita que eu fiz hoje encontra-se em todo canto como nome de barrinhas, lärabar, barra crua (raw bite) e, mais recentemente "brownie cru" (raw brownie) o que me devolve a questão inicial. É uma espécie de ciranda.



Abaixo a misturinha em barrinhas, cortadas de qualquer jeito:





E agora as mesmas barrinhas salpicadas de cacau em pó, já com uma carinha de "brownie":



O que faz mais sentido para você? O nome ou a forma? Afinal, o que faz um brownie ser um brownie? O fato de ser um bolo de chocolate bem escuro, daí o nome "marronzinho" (como eu gosto de chama-los nas intimidade), bolo de massa densa, sem fermento, com sabor intensa de chocolate e pedaços de nozes e/ou castanhas na massa? Ou uma qualquer misturinha de cacau com nozes?


Vê-se claramente que o brownie cru nada mais é que as barrinhas de nozes e castanhas adoçadas com frutas secas e/ou as trufinhas de nozes e castanhas com frutas secas, receitas de barras sem cereais e sem açúcar baseadas no sucesso comercial da lärabar e das raw bite. Mas entendo que há quem prefira chama-los de brownie...




(Potencial consumidores das barrinhas acompanhando as fotos...)


Abaixo a receita das barrinha de cacau que já publiquei aqui e em forma de trufas aqui e em forma de docinho de coco aqui

1 xícara (2,5 dl)de tâmaras sem caroço
1 xícara (2,5 dl) de nozes (ou castanhas de cajú, amêndoas, baru, avelãs, amendoins...)
1 xícara (2,5dl) de castanha do pará (ou castanhas de cajú, amêndoas, baru, avelãs, amendoins)
1/2 xícara (1,25 dl) de cacau em pó puro (não adoçado)
2 a 3 colheres de sopa de óleo de coco extra virgem

Como:

Coloque as nozes com o cacau num processador e processe até formar uma farofa. Adicione as tâmaras e o óleo de coco e processe bem até formar uma massa densa homogênea. Pressione a massa numa forma quadrada forrada com papel manteiga. Pressione bem para não deixar buracos. Leve para gelar por algumas horas e depois corte em barrinhas ou quadrados, como preferir. Conserva bem por até uma semana na geladeira em pote fechado, protegido do ar.



Se preferir fazer trufinhas, forme bolinhas com a ajuda de uma colher. Passe as trufinhas no cacau em pó. Mantenha em geladeira. Rende um batalhão de trufas. De 40 a 50. Se preferir passe as trufinhas em chocolate granulado e/ou coco ralado...




domingo, 31 de março de 2013

Chuva de sementes de sálvia, a chia, em busca dos ômegas perdidos



Os últimos meses tem sido de recuperação... estou fazendo um esforço grande para sair da cova da tristeza, do luto e movimentar minha vida novamente. Fazendo exames de saúde, testes e tentando cuidar um pouco mais de mim. Para quem não acompanha o blog há muito tempo, há três anos perdi meu irmão e pouco antes do natal do ano passado perdi meu pai, ambos com doenças cardio-vasculares. Depois de perdas tão dolorosas, de tanto sofrimento, estou mapeando a minha saúde, as condições das minhas próprias veias para tentar garantir para mim uma vida sem problemas do coração. Doenças cardíacas carregam um forte vinculo hereditário e eu não quero seguir o padrão familiar, de jeito nenhum.




Ainda que, algumas vezes, em momentos de tristeza, ou de preguiça absoluta, eu me veja disposta a aceitar o risco, que vejo como uma espécie de carma, parte do DNA, dos gens, herança familiar. Ainda bem que estes momentos passam rápido. Mas a maior parte do tempo eu tento bloquear essas heranças a qualquer preço. E checo tudo o que posso. Depois que eu comecei a perseguir o açúcar eu passei a comer bem diferente. Andei abusando dos carboidratos por um tempo e depois, para reduzir os carbos, andei abusando das gorduras e proteínas, gorduras boas, mas gorduras. E depois desse período extra-gorduroso eu fui checar meu sangue e meu colesterol. E o resultado, que sempre estive dentro da fronteira saudável, cruzou a fronteira para o lado perigoso. Desde então estou tentando reverter os resultados do meu exame de colesterol, sem medicamentos, apenas reajustando minha dieta um pouco mais.






E, na tentativa de baixar o colesterol LDL (dito ruim) e elevar o HDL (bom) passei entrei na caça aos ômegas 3 e consumindo diarimente uma boa quantidade de alimentos com ômega 3. Sem cápsulas, na base da dieta. Seguindo uma sugestão eu passei a consumir sementes de chia, nozes, abacate e outras coisinhas mais diariamente, além de reduzir ovos, bacon e manteiga, três favoritos. Aqui vai algumas maneiras de consumir chia. Uma fonte poderosa de ômega 3 e que pode ser usada de diversas formas, mas que eu gosto de usar salpicadinha em saladas, ensopados, sopas e até mesmo pães. Mas a chia não tem gosto de nada e o ideal é salpica-las sobre algo saboroso. Além de adicionar chia a tudo, eu adiciono nozes picadas e isso sim dá um sabor delicioso, que eu adoro. Para isso eu deixo um vidro com nozes e sementes de chia na minha mesa, junto com sal, para ser fácil de usar e abusar.



Como a chia é uma semente que absorve líquidos, deve ser consumida juntamente com muita água pois há o risco de deixar você um pouco desidratada. Por absorver água, e aumentar seu volume as sementinhas saciam a fome por longos períodos de tempo e, por isso, algumas pessoas usam a chia para controlar a fome em dietas para perda de peso. Mas eu não sei se isso é real, até porque não estou usando chia para perder peso. Minha experiência com a chia é apenas relacionada aos efeitos dessa semente nos resultados de colesterol no sangue. Vou fazer novos exames de sangue em abril e comparar os resultados antes e depois do consumo diário de chias por cinco semanas e depois eu conto para vocês...




Nas fotos algumas das minhas refeições com chia. Saladinhas, pãezinhos e alface com ricotta caseira, chia e nozes, quando eu quero evitar os pães... Sem açúcar, o difícil é reduzir os pães... A chia não é difícil de achar nos dias de hoje, mas prefira sempre a chia orgânica, claro.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ricotta Caseira






Eu adoro ricotta e queijos cremosos em geral. Adoro misturar ervas e temperos e comer tanto no pão como com vegetais, como uma pastinha. Umas colheradas de ricotta nos "barquinhos" de endívia com azeite extra virgem, uns farelos de nozes e sal é uma delícia e super saudável. Descobri há pouco que ricotta contém o maior quantidade de vitamina entre todos os queijos. Preciso confirmar essa informação mas, enquanto isso, é um motivo a mais para fazer e comer.

Além disso ricotta é ainda mais fácil de fazer do que, por exemplo, queijo cremoso pois este último precisa ficar de "castigo" na bancada da cozinha por dois dias, a temperatura de 22C a 24C, até que talhe. A ricotta dá para fazer no almoço e servir no jantar. E ainda fica maravilhosa quando adicionada a diversas receitas doces e salgadas. Dá para fazer, por exemplo massa folheada de ricotta, pastel e tortas de ricotta e nhocchi de ricotta. Só delícias.



Um detalhe importantíssimo deve ser registrado: a receita desta postagem é uma versão caseira, adaptada, que nada tem a ver com a ricotta original. É uma receita A verdadeira ricotta, como o nome italiano diz, é recozida. A ricotta de verdade é produzida a partir do soro usado para fazer queijo. O soro recolhido no processo é "recozido" e colocado para drenar por uma segunda vez e os talhos que saem desse segundo cozimento produzem a "ricotta" tradicional. Mas esta ricottinha caseira é de sabor melhor do que qualquer ricotta comprada pronta. Vai por mim e experimente fazer a sua. Há uma outra receita ainda mais fácil se você conseguir achar "leite culturado". Mas o uso de limão é fácil e barato. Tudo o que você precisa é de um bom leite integral.




Ricotta Caseira (receita básica)


1 litro de leite integral (ideal é leite de fazenda não pasteurizado)
45ml de suco de limão (verde ou amarelo) peneirado
Pitada de sal marinho (opcional)

Como:

Coloque o leite numa panela de fundo grosso e, sob fogo médio, deixe que ferva e alcance temperatura entre 85ºC e 90ºC retire a panela do fogo e adicione o suco de limão. Mexa um pouco e deixe que descanse por 5 a 10 minutos. A temperatura ideal é 88ºC, mas a patir de 85ºC até 90ºC está valendo. Forre uma peneira de metal com linho ou pano de fralda bem limpos, coloque a peneira sobre um pote grande. Depois de 10 minutos o leite que já deve ter talhado e os sólidos do leite já devem estar separados do soro.


Coloque então todo o leite talhado na peneira forrada e deixe que escorra por pelo menos uma hora ou até drenar o máximo de soro possível. Quanto mais drenar, mais seca ficará a ricotta. Se, como eu, você prefere a ricota um tanto molhadinha, não deixe escorrer demais e não adicione sal ao leite. O sal ajuda a soltar ainda mais líquido e seca mais a ricotta. Eu gosto de ricotta sem sal e adiciono o sal na hora de comer/servir. Rende cerca de 400g de ricotta.

Sirva no pão com salzinho, azeite e um taquinho de vinagre balsâmico.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Óleo Tóxico: Por que os óleos vegetais pode matar você e como escapar deles

Queridíssimos,

Já tenho uma postagem pronta que vou publicar hoje, mas, antes, vou deixar aqui um texto em inglês irresistível. Infelizmente não consegui traduzir, falta-me tempo. O texto é uma reprodução autorizada da introdução do livro Toxic Oil: Why Vegetable Oil Will Kill You & How to Save Yourself do pesquisador australiano David Gillespie. O livro de Gillespie expõe os males dos óleos vegetais, i.e.: óleos de soja, milho, canola, algodão, girassol e margarinas. Um dos meus temas favoritos é detonar esses óleos. Gillespie está fazendo muito barulho lá na Austrália desafiando algumas mentiras estabelecidas como verdade científica e tem se dedicado a meta-análise de pesquisas científicas de onde recolhe algumas tristes verdades.

Você pode saber mais sobre o livro Toxic Oil: Why Vegetable Oil Will Kill You & How to Save Yourself e sobre o autor no site da Penguin

David Gillespie também é autor outros livros que estão fazendo muito barulho Down Under, como Doce Veneno i.e. Sweet Poison: Why Sugar Makes us Fat e Grandes e Gordurosas Mentiras i.e. Big Fat Lies: How the diet industry is making you sick, fat & poor. Espero que aqueles que não dominam o inglês possam usar o Google para traduzir.



Toxic Oil: Why Vegetable Oil Will Kill You & How to Save Yourself
Author: David Gillespie


You can buy the book online here.

Introduction

'Vegetable' oil makes you exceedingly vulnerable to cancer. Every mouthful of vegetable oil you consume takes you one step closer to a deadly (and irreversible) outcome. Every mouthful of vegetable oil you feed to your children is doing the same to them. You are eating 'vegetable oil' because it is much cheaper to make food with oils that are chemically extracted from plant seeds than it is to raise and slaughter an animal or grow a coconut tree. And you are being told to eat it for your health by nutrition advocates who have been successfully and thoroughly hoodwinked by the food industry.

I am not telling you this because I am a 'greenie', a conspiracy theorist or a herbal jerbal knit-your-own-food purveyor. I am telling you because if you knew this (and could prove it) and didn't tell me and my family, I'd be furious with you. I am not a doctor or a nutritionist. I have no formal training in human biochemistry or even chemistry. I am a lawyer and the only relevant skill I bring to the table is an ability to gather, understand and synthesise evidence. Science is based on people making hypotheses about how things might work and then collecting evidence that will prove them right (or wrong). Just like law, science should be all about the evidence. However, when it comes to the river of gold that is the processed food industry, evidence runs smack bang into commercial interest and, unfortunately for us, commercial interest generally wins out.

Two hundred years ago, humans ate approximately what they had been eating for the 10 000 (or in some cases 200 000) years prior to that. Where they lived (and how much money they had) affected the exact mix, but in general the diet was a mixture of vegetables, legumes and nuts, grains, meat, fish and an occasional fruit. Fish didn't have fingers back then and chickens hadn't learnt how to grow nuggets. The only fat you were likely to encounter was in a piece of meat (if you were fortunate) or, if you lived near the equator, in some tropical fruits (such as avocados and coconuts). Sugar was even rarer and could usually only be obtained after a protracted series of negotiations with stinging insects. If you think you still eat like that, then have a quick check of your pantry or fridge. If you find lots of boxes, tins and bottles with pictures of food on them, rather than actual food, then you need to read further. If all you find is cuts of whole meat, whole fruit and vegetables, whole grains (or flours), eggs and milk, then congratulations, you don't need this book. Put it down and continue to lead a healthy (and probably long) life.

You're still here? Well, let's get down to the purpose of this book. In my first book, Sweet Poison, I looked at what the science says about the sugar that has been added to all of our food in escalating quantities since the invention of commercial sugar production in the early 1800s. I documented the scientific evidence, now well established, which proves convincingly that the fructose half of sugar is a lethal addition to our diet. And I talked briefly about the measures my family had undertaken to find and remove it from our diet. By doing that I lost 40 kilograms and have kept it off effortlessly for the past nine years. In the follow-up book, The Sweet Poison Quit Plan, I set out the evidence behind my claim that fructose (and therefore sugar) is as addictive as nicotine, and provided a plan for how to break that addiction. The easy way to break it is to severely limit your food choices by, say, moving to a desert island where you can eat only coconuts. But most of us are faced with the daily reality of having to feed ourselves in a society where the food makers are not only filling our food with sugar but are actively trying to hide the fact. The Sweet Poison Quit Plan provides a guide to the modern Australian supermarket and a roadmap that helps the reader find sugar-free food in a forest of sugar-filled rubbish.

In Big Fat Lies, I started to examine the evidence on dietary fat. I had seen this evidence from the corner of my eye as I was reading about fructose. I knew that fat was not a dietary bogeyman once appetite control was restored (by removing fructose), but I had noticed that something similar to the sugar story had been happening in the world of fat.

The story of fat

Between 1820 and 1920, the world's population doubled (from 1 billion to 2 billion). Nothing like this had ever happened before. It took us a quarter of a million years to get to the first billion but the second billion came in just a century. Not surprisingly, our ability to feed everybody was being stretched to breaking point and prices for food – and particularly animal-based products – began an upward spiral. This in turn provided an incentive to come up with food-like products made from cheaper raw materials.



What is a vegetable oil?

We've been told that the secret to curing heart disease is to consume unsaturated vegetable oils rather than saturated animal fats. So now all the fats in our processed foods are labelled 'vegetable oil' and the labels are rarely more specific than that.

The irony is that there is no such thing as oil from a vegetable. The products being pushed as vegetable oils are in fact fruit oils (coconut, palm, olive or avocado), nut oils (macadamia, peanut, pecan, and so on) or seed oils (canola, sunflower, soybean, grapeseed or rice bran).

There's nothing much wrong with fruit oils and some nut oils are okay, too. But seed oils are extraordinarily dangerous. And unfortunately they make up almost all of the 'vegetable oils' in our food.



Humans are endlessly ingenious and when we applied that ingenuity to the problem of expensive animal fat and animal-fat products (like butter), a solution was quickly discovered. It turned out that if enough pressure and heat was applied, fats could be extracted from things that were otherwise going to waste (such as cottonseeds). Treated with the right chemicals, these fats could be made to look and behave just like the animal fats we had consumed for millennia. And just like sugar, these new, cheap fats made their way into our food supply. At first they were cooking fats and margarines, and then shortenings used in baked goods, but eventually they found their way into almost every food on the supermarket shelf, because there are very few foods that don't taste better with a little fat. In commerce, it is rare indeed to both do the cheapest thing and be seen to do the right thing. Dumping industrial waste into rivers is cheaper than disposing of it properly but no one will applaud you for doing it. Burning coal to make power is cheaper than building a solar energy plant but people will accuse you of failing to think about the environment. Using second-hand car parts is cheaper than using new ones but few people will thank you for it if you charge them for new. However, when it comes to edible oils, doing things the cheap way gets you a round of applause from the guardians of our nutritional health. Indeed, the Australian Heart Foundation and the Dietitians Association of Australia, to name two such groups, actively encourage us to consume products that use seed oils instead of animal fats (such as margarine in preference to butter). Their encouragement is based on evidence that could be described as flimsy at best, and there is significant evidence (documented in Big Fat Lies) which says exactly the opposite, but it does not force them to alter their industry-sponsored position.

In Big Fat Lies, I looked in detail at the insidious danger that lies in those man-made fats. Fructose is dangerous because our bodies are not genetically adapted to a diet that contains it in industrial quantities. And the same can be said for the polyunsaturated fats that dominate the oils extracted from seeds. Our extraordinarily complex biochemistry works on an assumption that we will have a very small quantity of these fats in our diet and that every other fat we consume will come from animals or other sources of saturated or monounsaturated fat (see page 16 for an explanation of the different types of fat). And that was a valid assumption before around 1800. But the recent replacement of almost all fats with their cheaper cousins has meant that it is now almost impossible to buy food that is not full of seed oil.

In chapter 1 of this book, I review the history of how we got to this point and look closely at the evidence supporting what I say about seed oils. If you've read Big Fat Lies, much of this will be familiar to you, although I have included more recent reviews of the evidence where available. I've also looked further into the damage that an excess of seed oils (and in particular omega-6 seed oils) can cause to our eyes and our immune systems. If you don't like science and are happy to accept that seed oils are something that should be avoided, feel free to skip to chapter 2.

For the past few years I've tried to avoid seed oils. Chapter 2 describes the results of my endeavours. It is easy to say that our food supply looks nothing like it did 200 years ago. But it's simply not possible for 7 billion of us (and counting) to live and eat the way 1 billion of us did then. If you want to eat whole food and nothing else then you're already avoiding both added fructose and added seed oils. But if, like me, you have neither the time nor the inclination to assemble everything you eat from scratch, then you need the research set out in this part. I go through each of the major categories of prepared food looking for the seed oils hidden within, and suggest which choices are best. In doing so, I am also keeping an eye on the fructose content. For most food categories, I provide you with a brand recommendation that contains the least possible fructose and the least possible seed oil. I also summarise my recommendations in the form of a sample daily menu (see chapter 3) and a consolidated list of the kinds of things you can eat. Sometimes, however, there is simply no viable choice, and that's when you'll need chapter 4 of the book.

In chapter 4, I set out recipes developed by my wife, Lizzie. We use most of these recipes – many of them on a weekly or even daily basis – to replace foods that cannot be purchased (easily) without seed oil or sugar. You won't find too many desserts in this section. (If that's what you want, you need the recipes in my book The Sweet Poison Quit Plan.) These recipes are for the savoury essentials – like fried food, mayo, pestos and spreads – that you will probably want if you plan to live without seed oil.

This is not a weight-loss book but it is a diet book. If you eat the way I suggest, you will lose weight (if you need to) because, besides cutting out seed oils, you will also avoid added sugar. Your appetite control will function the way it should and you will stop eating when you have sufficient energy (yes, it's that simple). You won't find me encouraging you to purchase purple pears grown on the south side of the hill and picked at midnight on a Tuesday. Or suggesting you supplement your food with potions and powders to enhance their nutritional value. Or telling you to count calories or exercise more. I will simply be telling you what not to buy if you want to live longer than you otherwise might (and look good while you're doing it).

Sugar has given us diabetes, dementia and obesity. And polyunsaturated fats have given us cancer. In just three generations, they've combined to give us heart disease and to create seemingly untreatable epidemics. Both were added to our diets in bulk long before ingredients were tested for their health impacts or safety. Take a look at the table on page 7. Just 200 years ago, barely any of these diseases existed at any significant level. Now almost every major chronic disease appears in the list. These diseases consume almost all of the Western world's health care budget, and the costs continue to grow more quickly than any nation can support. These diseases have raced from obscurity to epidemic proportions during a period when our health authorities have told us to replace animal fats with seed oil (and have ignored sugar). To this day they warn us against consuming animal fats, but it's difficult not to comply because animal fat is jolly hard to get. It's all gone. Barely a manufactured food now exists which has not had any skerrick of animal fat replaced with seed oils. My purpose in this book is to ensure that you are not another victim of the industrialisation of your food supply. I want to provide you with a seed-oil and sugar avoidance sat-nav for your local supermarket. If you do what I suggest, you will be doing all the wrong things, according to our health authorities. You'll be eating butter, drinking full-fat milk, chomping through bacon and eggs for breakfast and enjoying a meat pie for lunch. But if you do this, the science says you will significantly increase your chances of living a long and hopefully happy life.

Bon appetit!
Author: David Gillespie

You can buy the book online here.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Resultado do Sorteio Especial



Pessoas queridas, desculpem-me pelo atraso na hora de divulgar a ganhadora do sorteio-concurso. Mas como estou de férias, saí por aí sem o meu computador em mãos e no final ficou difícil sentar e ler comentários em computadores de outrem. Mas li, depois reli e acabei escolhendo um comentário vencedor.

Escolher vencedor não foi fácil, a gente se apega aos detalhes de uma frase e fica difícil escolher um. Eu fiquei dias remoendo entre três comentários favoritos e no final escolhi a Maria Eugênia, o último comentário válido.

Maria Eugênia parabéns! Agora você precisa me mandar o endereço por email para que eu possa te enviar o teu prêmio. O meu email é claudia.bjorgum@gmail.com

Aos não ganhadores eu desejo mais sorte no próximo sorteio que, já decidi, voltará a ser via sorteio pois é mais simples.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um Sorteio Especial: Groselhas e Minha Geléia de Groselha




Depois que eu anunciei o sorteio especial que resolvi fazer para comemorar o natal/ano novo/aniversário de quatro anos do blog, leia tudo sobre o sorteio aqui, eu recebi diversos emails de leitores que relatam nunca terem visto, nem provado, uma groselha de verdade. E, para dar vontade, aqui estão elas... As groselhas, inglês chamadas redcurrants e em francês groseilles são muito comuns por aqui, um arbusto selvagem que hoje em dia se encontra em todos os jardins. As frutinhas crescem em cachinhos, como mini uvinhas e por aqui podem ser vermelhas ou brancas. As vermelhas são mais comuns e por aqui usa-se para fazer geléia e sucos.

Se você está acostumado com aqueles xaropes de groselha ultra doces, esqueça. A única semelhança entre a minha geléia e aqueles xaropes que banhar sorvetes é a cor, já que a cor do suco de groselha é exatamente a mesma. Mas o sabor é uma coisa totalmente diferente. A groselha de verdade é doce e azedinha ao mesmo tempo, mas de sabor indescritivelmente suave, mas característico. É uma frutinha muito suculenta, como as uvas e perfeita para sucos e refrescos. As crianças adoram, cercam os arbustos carregados e se enchem de comer as frutinhas suculentas. Por aqui costuma-se usar a groselha em par com as berries de sabor mais forte como a framboesa, morango e os mirtilos em sucos concentrados naturais. Elas são lindas e por isso usadas para decorar sobremesas e acompanhar pratos salgados. Ainda combinam com alguns tipos de queijos e carnes de caça.




Um dos problemas da groselha é a semente, já que a groselha tem uma semente bem grandinha no meio e que precisa ser retirada e/ou peneirada. Por causa da semente e do alto conteúdo de pectina a maior parte das geléias de groselha são produzidas como uma gelatina, usando apenas o suco peneirado e depois gelificada a partir de mistura com açúcar.


(Esta geléia de groselha, produzida na França é a geléia mais cara do mundo)


O interessante é que a geléia mais cara do mundo é uma geléia de groselha feita na França onde as profissionais experientes retiram as sementes com um pena de ganso e depois usam a polpa inteira da fruta, inclusive a cascas para fazer a geléia. A foto da geléia mais cara do mundo é do blog FX Cuisine que entrevistou o produtor francês da geléia de groselha que supostamente é a geléia mais cara do mundo.



Se você vencer meu sorteio vai receber, entre outras coisas, um potão de 350g de geléia de groselhas feita por mim. Minha geléia é feita com groselhas orgânicas e adoçada com açúcar de cana não refinado orgânico. A geléia de groselha pode ser consumida como uma geléia qualquer, com torradas, pães e biscoitos mas fica perfeita servida juntamente com uma tábua de queijos, com carne de carneiro ou de cabrito, ensopados e também pode ser derretida e usada em cocktails por exemplo. Pode ser usada para dar cor e sabor a molhos e marinadas.

A minha geléia de groselha é baseada numa receita de família, do caderninho da minha sogra e eu já publiquei aqui no blog. Para ver minha receita clique aqui.

Não deixe de participar do sorteio, deixando um comentário bacaninha nesta postagem aqui e curtindo a página da minha loja no Facebook.