segunda-feira, 19 de maio de 2014

Chocolate Caseiro com Manteiga de Amendoim e sem Açúcar



Eu adoro chocolate, mas meu paladar mudou muito nos últimos anos e não tenho conseguido comer os chocolates que comia antes. Hoje acho-os doces demais. O meu paladar está ainda mais sensível em relação ao açúcar.

E não é apenas o meu.

Todo mundo aqui em casa está mais sensível em relação ao açúcar. E, apesar da liberdade para comer açúcar quando desejar, afinal nossa restrição em relação ao açúcar é uma opção e não uma obrigação. Ninguém mais consegue traçar uma barra de chocolate e/ou uma sobremesa tradicional. O paladar mudar e a gente perde o hábito. Na hora do desejo, a alternativa é tentar produzir algo prazeroso que agrade o paladar da família toda.



Em teoria o chocolate caseiro é a alternativa ideal mas, na prática,o produto final é bem complexo. O resultado é levemente diferente do chocolate comercial, já que não leva nem 1/4 da quantidade de chocolate do chocolate comercial e, por isso, não tem a mesma textura e nem muito menos a mesma resistência.

O chocolate natural caseiro é mais uma espécie de chocolate de geladeira, pois não resiste a temperatura ambiente por muito tempo (nenhum chocolate resiste, mas o natural resiste menos ainda).

Com chocolate natural caseiro o segredo é: Servir e comer.

Se não comer na hora, é precisa guardar para não derreter. Mas em compensação não contém aditivos o que, de certa forma, reduz os efeitos nefastos desse chocolate e não contém açúcar, mas xarope de malte de arroz (100% glucose, i.e. sem frutose).



Mas chocolate caseiro? Que chocolate caseiro?

O que costumamos chamar de "chocolate caseiro", ou "chocolate feito em casa", trata-se majoritariamente de algum tipo de chocolate industrial que, uma vez derretido, pode ser usado para fazer um arsenal de coisas diferentes, como bombons recheados, trufas, barrinhas de chocolate e afins.

O que aqui eu chamo de "chocolate caseiro" é um chocolate um pouco diferente, é uma versão mais artesanal, feita a partir da mistura de cacau em pó, massa de cacau, manteiga de cacau, algum tipo de sabor e algum tipo de adoçante e/ou açúcar.

Essa método permite, aos interessados, construir um chocolate ao seu gosto, com amargor e/ou doçura controladas, moldadas ao paladar e dieta de cada um. E é muito legal poder construir um chocolate original, com o sabor que você desejar. Mas, vou logo avisando, não é fácil, requer vontade de experimentar e coragem para errar. O lado bom é que, como todo chocolate, se o resultado final ficar amargo demais ou sem graça, ou mole demais, basta derreter e adicionar aquilo que esteja faltando ou em excesso.



Há muito eu venho tentando acertar com uma receita de chocolate caseiro, mas ainda não achei uma que seja perfeita. Não é fácil. Sem adição de açúcar então, fica muito mais difícil. Se há uma receita quase perfeita, é esta aqui, com manteiga de amendoim pura e coco. Além disso, uma mistura balanceadas de massa de cacau, manteiga de cacau e óleo de coco com um cacau puro saboroso.


Uma coisa eu sei com certeza: o meu chocolate caseiro perfeito leva algum tipo de castanha ou noz. Amendoim, castanha de cajú, do Pará, avelã ou amêndoas. Ah, e coco. Seja óleo, seja extrato, seja coco ralado. Coco também faz uma grande diferença na hora de arredondar o sabor do chocolate.




Qual a diferença entre o chocolate caseiro e o chocolate industrial?


Em teoria não há muita diferença. Os ingredientes são mais ou menos idênticos. Se você checar a lista de ingredientes de um chocolate comercial, você verá que o chocolate comercial é feito de AÇÚCAR, manteiga de cacau (produzida a partir do cacau fermentado, seco, torrado e depois processado para separar a manteiga de cacau do grão do cacau que depois vai virar cacau em pó), massa de cacau, cacau em pó, leite em pó e sabores diversos e eventualmente antioxidantes e conservantes de algum tipo. No chocolate industrial, um outro ingrediente fundamental, o emulsificante, que em geral é lecitina de soja. Alguns chocolates orgânicos hoje em dia usam lecitina de semente de girassol, mais fácil de achar do que a lecitina de soja orgânica.

A presença do emulsificante faz uma grande diferença no resultado final, tanto para a preservação, como na consistência e na aparência do produto final.

O chocolate caseiro leva os mesmo ingredientes, mas em geral é adoçado por algum tipo de alternativa ao açúcar refinado comum e como regra não leva emulsificante. O chocolate caseiro vai ter uma consistência mais delicada e é ainda mais frágil em relação a temperatura.



Chocolate caseiro com manteiga de amendoim


100g manteiga de cacau pura orgânica (eu uso essa)
50g massa de cacau orgânica( eu uso essa )
30g de cacau em pó puro orgânico (eu usei esse )
50g óleo de coco extra virgem
50g manteiga orgânica de amendoim pura sem sal e/ou sem açúcar
50g xarope de malte de arroz orgânico (ou mel, ou xarope de bordo, ou stevia ou o que você preferir)
1/2 colher de chá de baunilha em pó


Como:


Num pote de vidro ou de metal sobre uma panela com água fervendo (banho maria) derreta a manteiga de cacau, a massa de cacau, o óleo de coco, o xarope de arroz e a manteiga de amendoim. Adicione o cacau em pó e a baunilha e mexa delicadamente até incorporar totalmente. Divida a massa em forminhas de bombom de silicone ou em formas de muffin de silicone. Leve a geladeira até endurecer, por cerca de 30 minutos. Manter em geladeira até servir.

Eu usei duas formas diferentes e adicionei coco ralado seco ao chocolate que moldei nas formas de muffin de silicone. Se usar a forma grande, encha apenas um quarto da forma, para não formar um chocolate grande demais. Quanto mais fininho, mais saboroso.Faça as substituições que preferir. Use a criatividade baseando-se no seu gosto pessoal. Use frutas secas, nozes e castanhas, manteigas de nozes diversas. O céu é o limite.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mousse de Morango e Mirtilos




Na última postagem eu listei alguns adoçantes tidos como "menos perigosos" para o corpo, com os quais eu andei flertando e experimentando por um tempo: stevia pura líquida, eritritol e tagatose. Na mesma postagem também deixei claro que estava deixando esses adoçantes para trás já que, a medida que experimentava substitutos para o açúcar, eu era tomada por uma sensação péssima de estar substituindo um problema por outro. Inclusive o xarope de malte de arroz.

Ainda que o açúcar, principalmente a parte frutose dele, me faça muito mal quando consumido regularmente, eu não estava nem um pouco segura em relação ao projeto de usar substitutos para alimentar meu paladar doce. Muito menos convencida da idéia de fazer isso para o resto da vida. Por isso desisti dos substitutos. Afinal, se meu plano é deixar de consumir açúcar, o ideal é parar de tentar substitui-lo. Do contrário, seria como curar um vício com outro.

O sabor doce cria todos os tipos de dependências, a emocional sendo talvez a pior delas. A gente se apega aos doces de forma sentimental. Mesmo que você se acostume com o sabor sem açúcar do seu café, do seu chá, do seu mate etc... você vai acabar se vendo apegada ao hábito de servir brigadeiros, refrigerantes, ou quindins em festas. Vai ter saudade de comer uma rabanada no natal, ou uma cocada de baiana no centro da cidade. A gente se apega, se envolve, já que o doce faz parte da cultura que criamos ao nosso redor. Comida tem esse poder. Mas, se parar com o açúcar for importante para você, é fundamental identificar suas fraquezas e combater. Afinal somos mestres da nossa vontade, não é verdade?


A boa notícia é que sabor doce permanece marcado na pessoa por um tempo. Você pode se reeducar e começar a apreciar seu café sem açúcar em menos de dois meses. A pessoa estranha no começo, mas depois acostuma. Hoje em dia até o leite no meu café me parece doce demais e sinto a presença da lactose, em diferentes graduações, em diferente tipos de leite. É uma coisa impressionante, e olha que eu nunca adocei café na vida, nem chás, pois nunca gostei de bebidas doces. Quando comecei a tomar café já comecei sem adoçar. Meu problema com açúcar nunca foi em bebidas...

Mas o mais impressionante é observar a mudança no paladar das crianças. Aqui em casa elas estão se adaptando lindamente. E este está sendo um processo interessante, processo este que passou pela fase dos substitutos até conseguir deixar de adoçar uma sobremesa totalmente. Como o mousse desta postagem, que não leva nada doce além dos morangos e mirtilos. Este é uma espécie de mousse, mas pode ser chamado de creme. Não é panna cotta pois o creme não foi cozido, ainda que leve gelatina... Mas a textura é de mousse pois o creme de leite fresco foi bem batido, junto com o mascarpone e as frutas (que não são frutas, são bagos)... Ajuda bastante se as frutas estiverem na época. Não esqueça que a gelatina é uma fonte excelente de proteína.




Creme de morango e mirtilos

300 ml de creme de leite fresco
200g de mascarpone ou outro tipo de queijo cremoso sem sal
200g de morangos congelados
200g de mirtilos congelados
1 colher de chá de baunilha em pó
2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
80 a 100 ml de água fervendo

Como:

Numa tigela grande coloque os morangos e mirtilos ainda congelados, adicione o creme de leite fresco, o mascarpone e a baunilha. Usando um batedor (mixer) de mão elétrico, ou um processador, bata até obter uma mistura bem homogênea e reserve. Coloque a gelatina numa tigelinha de vidro pequena. Ferva água e adicione a água fervente á gelatina e mexa bem para dissolver totalmente a gelatina. Adicione a gelatina dissolvida em água fervendo á mistura de creme e frutas. Misture um pouco mais com o mixer. Tranfira a mistura para potinhos ou taças de vidro e leve para gelar por cerca de duas horas. Sirva pura ou com frutas.


Obs. Açúcar é delicioso e fácil de usar, dá textura e sabor a receitas doces e salgadas etc... mas faz mal pacas, vicia e está na base de uma série de problemas de saúde. Mas, isso não quer dizer que eu nunca coma, nem vá comer açúcar. Impossível dizer nunca, até porque eu não preciso ser radical. Mas a reeducação é preciosa e poderosa. Com a exclusão do açúcar por dois, ou três meses, o paladar da gente muda e o prazer diante do açúcar desaparece, o que vai reduzir muito o desejo de consumir doce. A gente passa a dizer não sem problema nenhum e, eventualmente, quando diz sim, diante de uma tentação extraordinária, isso também será sem problemas. Entende?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Novas fontes de energia para um ano novo em novo estilo...





Meus queridos, mais de seis meses depois, eu estou de volta. Ainda cambaleante, meio perdida, mas estou de volta. Sinto-me como um soldado ferido, que voltou de uma batalha sangrenta...

Mas estou inteira, me sentindo bem melhor fisicamente, feliz de estar aqui novamente, mas ainda emocionalmente frágil. Estou fazendo uma força imensa para conseguir escrever, sinto-me como alguém que foi amordaçado e ainda não conseguiu voltar a falar, mesmo depois de retirada a mordaça. Os emails e comentários simpáticos de vocês foram um alimento precioso na minha recuperação Para todos aqueles que não acompanham este blog há muito tempo, e não sabem muito de mim, um breve resumo para lembrar e continuar onde parei...

No final de 2012 minha vida sofreu um baque forte, meu pai morreu e, levada pela tristeza e pela revolta da perda, entrei num túnel escuro onde me escondi, me perdi e já não achava caminho de saída. Minha criatividade sofreu muito com isso e meus trabalhos também. Nesse meio tempo a minha dieta, que vinha mudando aos poucos, se radicalizou e causou uma reviravolta no meu estilo de vida e no do blog. Embora eu sinta-me melhor fisicamente, ainda estava bem perdida, já não sabia mais o que escrever e já tinha manifestado isso aqui. Afinal, quando a gente deixa de lado o açúcar, a vida começa a mudar em todos os sentidos, não apenas os hábitos alimentares e precisei rever posições e avaliar a importância de certas coisas para mim e para a minha família para ser capaz de escrever coisas que fizessem algum sentido. Está sendo difícil pacas, reordenar a vida e decidir onde e como me colocar e ainda não bati meu martelo em relação a diversos assuntos...

Por isso, ainda não estou 100% certa de como será este blog neste 2014 que já começou. Vou tentar contar minhas histórias, como antes, sem me tornar uma chata de galochas radical ou uma pregadora mala. Como eu não sou diabética, não tenho nenhuma alergia, não estou de dieta para perder peso e evito açúcar para me sentir bem e melhorar a condição geral do meu corpo, pensava em fazer um blog bem leve, relaxado. Mas o fato é que minha convicção de que os males do açúcar são muitos está cada vez mais forte e, por isso, a cada dia fica mais difícil para mim "dourar o açúcar" novamente. Caramelos, nunca mais, se é que vocês me entendem.

Aí, vocês me perguntam? Mas se você não é diabética, nem alérgica, nem nada, por que parar com açúcar?

Para evitar o os problemas digestivos e o mal estar que que eu desenvolvi depois de ter desenvolvido uma doença autoimune na tireóide conhecida como doença de graves. Minha dieta é o resultado de uma busca pessoal por uma alimentação que me ajude a viver melhor com os efeitos pós-doença e com os riscos do meu histórico familiar. Mas atenção: não recomendo, nem indico, meu estilo de vida para ninguém.

Mas se você não está bem, se você sente que sua alimentação é mais sua inimiga, do que amiga, se os alimentos que você consome não ajudam você a se sentir melhor, nem a viver bem, minha sugestão: Mude de vida, mas investigue os caminhos por sua própria conta. Use minha história como referência se for o caso, como inspiração para mudar de alimentação, mas descubra você mesma o que combina com o seu estilo de vida, com o seu corpo e faça da sua mente a sua aliada maior.





Qual o meu projeto?

Para mim, pessoalmente, a frutose está na raiz de todos os meus problemas digestivos e desejo reduzir ao máximo o consumo de frutose. Mas tenho trabalhado para zerar o uso de açúcar de mesa na minha vida. E por açúcar de mesa eu quero dizer (sacarose), aquele composto feito de uma molécula de glucose e uma de frutose. E comer o mínimo possível de frutose, o que inclui excluir adoçantes naturais como mel, xarope de bordo, agave etc... reduzir ao mínimo o consumo de frutas com alto índice de frutose (como uma ou duas frutas por dia ao máximo, em geral uma laranja), deixar de beber sucos de frutas prontos (já havia deixado há anos pois o ácido detona os dentes), frutas secas (todas) e alimentos que levem açúcar na sua composição como molhos de tomate com açúcar e afins. Comer menos pães e massas diversas, mas que sejam sempre 100% integrais, e substituitr as farinhas com glúten sempre que possível.


Neste processo passei pelo mais difícil de todos os meus desafios: deixar definitivamente de comer mel. A retirada do mel da minha vida merece uma postagem a parte pois mel era a "coisa doce" que eu mais gostava nesta vida. Mas ao invés de sentir tristeza por ter deixado de comer mel, eu me sinto aliviada pois descobri que o mel era o principal responsável pelo meu permanente mal estar digestivo pois era a minha principal fonte de frutose. Importante lembrar que apesar de natural e ser carregado de benefícios, alguns tipos de mel podem chegar a ter 55% de frutose em sua composição. Assim como outros xaropes supostamente naturais e saudáveis como o de bordo e do agave. Cuidado com eles!


Enfim, o açúcar estava me fazendo um mal horroroso e influenciou muito o meu rodamoinho de tristeza. Açúcar (sacarose), principalmente a parte frutose dele, me afeta de forma cruel, além de contribuir para os altos e baixo de energia que causavam um imenso mal estar na minha vida. O consumo de açúcar, destaque para a frutose, altera significamente a química do meu organismo e representa um risco a mais considerando o meu histórico familiar. É uma decisão difícil mas que vale a pena pois:

1. Açúcar desequilibra os níveis de açúcares no sangue (naturalmente) e bagunça com o seus hormônios de uma maneira geral, principalmente com a insulina;
2. Diversos estudos comprovaram que açúcar sozinho também pode causar doenças do coração;
3. Açúcar causa e alimenta infecções pois alimenta bactérias;
4. Açúcar alimenta células cancerosas e compromete o balanço natural de antioxidantes e mecanismos de defesa do organismo facilitando o desenvolvimento de uma série de cânceres;
5. Açúcar vicia e cria dependência e estudos demontraram ser mais viciante do que drogas pesadas como cocaína;
6. Açúcar engorda, causa diabetes e tem um papel importante no desenvolvimento da síndrome metabólica.
7. Açúcar bagunça o seu paladar e perturba o sabor natural dos alimentos. Até que você pare totalmente de comer açúcar você não será capaz de sentir o sabor naturalmente doce de uma série de alimentos, desde um simples copo de leite até um suco de maracujá.



E como substituir o açúcar? Como viver sem açúcar?

Em busca de dicas e informações para uma dieta sem açúcar, principalmente sem frutose, encontrei o trabalho de pessoas interessantes, entre elas o David Gillespie autor de vários livros e do blog Sweet poison que eu recomendo. É do David a arte acima sobre adoçantes e açúcares acima. O David divide os açúcares e adoçantes em três colunas: safe (seguros) na coluna da esquerda, your call (você decide) na coluna do meio e unsafe (inseguros) na longa lista na coluna da direita. Como pode-se ver, quando o objetivo é uma dieta sem açúcar e, principalmente, sem frutose, muito pouco é recomendado. O David não recomenda o uso de adoçantes, pois defende que só devemos usar glucose e suas várias versões: dextrose, xarope de glucose, maltose, maltodextrina e maltodextrose... Para o David, stevia, eritritol, xilitol e outros são uma opção pessoal, cada um sabe o que pode e o que não pode e os riscos que deseja correr. Mas eu acho que o David exagera no uso da dextrose e recomenda sobremesas demais.

Acho que para deixarmos de consumir açúcar devemos devemos deixar de lado o hábito de usar substitutos do açúcar, ou fazer isso o mais rápido possível também. Acho que o ideal é cortar açúcares adicionados e voltar a comer frutas como sobremesa, como fonte de açúcar.

Eu acho que no mundo perfeito todo mundo aboliria o hábito de adicionar açúcar e adoçantes pois esses não ajudam você a quebrar o ciclo da dependência do sabor doce. Por isso, use substitutos o mínimo possível pois eles também podem tumultuar o funcionamento do seu organismo. Mas tudo é uma escolha pessoal!

Uma breve descrição dos adoçantes que ainda uso:

Erythritol: Eritritol em português, é um poliol ( conhecidos em inglês como "sugar alcohols"). O Eritritol é um pó cristalino branco, menos doce que o açúcar, dá para fazer algumas coisas bem legais e dele o corpo não absorve nada.Também é encontrado misturado com stevia e comercializado com diversos nomes diferentes ao redor do mundo. Misturado com stevia é mais doce do que o açúcar, pelo menos duas vezes. Mas o fato de não ser absorvido pelo corpo pode causar um certo desconforto instestinal em alguns. Eu tenho usado o eritritol quando faço alguns tipos de bolo para as crianças, mas é um bolo bem menos doce que o normal. Bom para adoçar principalmente cremes e creme de leite batido em chantilly, pudins de baunilha e chocolate, panna cottas, iogurte natural. O sabor doce é bem suave e natural, se não deixa aquele sabor amargo como a maioria dos adoçantes. Eu acho que eritritol vale a pena, principalmente se usado uma ou duas vezes por semana. Mas teste sua resistência aos poderes laxativos do eritritol.

Stevia: É uma velha conhecida dos brasileiros, mas que foi liberada na Europa há cerca de três anos. Tenho usado muito pouco e apenas em gotas, para adoçar algumas coisas específicas e as crianças e o marido não se importam. Uso umas gotas de stevia no chocolate quente com cacau puro para as crianças e quando desejo bater creme de leite e/ou no iogurte grego natural. Eu tenho usado a Stevia em gotas, misturada com extrato de baunilha. A Stevia em gotas com extrato de baunilha também é ótima para dar um twist adocicado numa panna cotta, iogurte, cremes e mousse. Em geral em receitas que não precisam de consistência do açúcar...

Tagatose é uma incógnita para mim pois ainda é o mais desconhecido de todos os substitutos do açúcar (sucrose). Nas minhas primeiras experiências a Tagatose se revelou o melhor de todos, fácil de usar e o mais saboroso. A Tagatose que uso é um pó branco finíssimo, com aparência de açúcar de confeiteiro e de sabor igual ao açúcar, um pouco menos doce que o açúcar e perfeito para bolos e biscoitos. Tagatose é um açúcar produzido a partir da lactose e que tem sido muito bem recebido por aqui por conter pouquíssimos carboidratos e baixa caloria. A maior parte da Tagatose não é absorvido pelo corpo, no entanto, a parte absorvida é metabolizada exatamente como a frutose e não é recomendado para pessoas que tenham algum tipo de intolerância a frutose. Uso muito pouco, apenas para bolos e biscoitos para as criancas pois aguardo mais informações sobre esse tipo de adoçante. O quadro do David não lista Tagatose.

Xarope de malte de cevada e Xarope de malte de arroz integral são xaropes de maltose, uma variação da glucose que não contém qualquer frutose e são perfeitos para adoçar biscoitos e alguns tipos de bolos. São menos doces que açúcar pois não contém frutose e são perfeitos para substituir o mel na hora de adoçar iogurte, panquecas, waffles etc... Os xaropes de maltose (tanto de arroz como de cevada) não são menos calóricos mas mais saudáveis para quem busca uma dieta sem frutose.


Em breve volto com uma postagem onde conto mais ou menos como estou lidando com as farinhas e uma síntese dos grãos e sementes sem glúten que tenho consumido em família.

E feliz 2014 para todos!!!!

domingo, 16 de junho de 2013

Sobre Baunilha em pó e o sexto comentário premiado....


Hoje finalmente apresento aqui o nome da autora do sexto comentário selecionado. Demorei pois desde quarta feira rolaram tantas coisas aqui em casa e na minha vida que não foi possível. Um pouquinho de suspense não faz mal, né? Mas antes de apresentar o nome eu vou falar um pouco mais sobre o que é a baunilha em pó que foi sorteada.

A baunilha é retirada de um tipo de orquídea, uma orguídea que produz uma fruta que depois de seca pode ser usada como especiaria. A fruta da orquídea seca e produz uma fava, cheia de semetinhas. A fava e suas sementes concentram intenso aroma da flor e podem ser consumidos sem restrição, adicionando sabor poderoso aos alimentos, perfumes, cremes, óleos e tudo mais. A baunilha é curada, com fermentação natural e depois moída sem adição de alcool ou de coisa alguma. É baunilha pura. A baunilha em pó é produzida a partir da moagem das favas inteiras de baunilha. O resultado é um pó bem fino e extremamente aromático.
Esta baunilha é oriunda de Madagascar e foi batizada por franceses há séculos como "Baunilha Bourbon" e assim é conhecida no mundo todo.

Não dá para comparar o aroma da baunilha pura com o aroma de uma essência artificial. É como comparar um morango com a essência artificial de morango, imagina um morango de verdade e uma gelatina de morango artificial? Aquela coisa rosa pintada com sabor de bala? É a diferença entre o sabor real e o sabor artificial daquelas essências horrorosas.

O produtor alemão, desta baunilha que estou sorteando, indica que meia colher de chá de pó equivale a uma fava inteira. Eu, em geral, uso bem menos pois acho que pode ficar forte demais o sabor. Mas, para quem não está acostumado a usar baunilha em pó, ela pode ter sabeor bem diferente das essências. As essências são mais doces do que a baunilha natural.

Uma coisa sensacional é que a baunilha é naturalmente doce e ajuda na hora de evitar o uso de açúcar, por exemplo, no café com leite, no chocolate quente, no iogurte natural e ou no creme de leite na hora de bater chantilly. Ao invés de açúcar, adicione um tantinho de baunilha.

Apesar do pacote ter data de validade, a baunilha não envelhece, muito pelo contrário. O sabor fica mais intenso com o tempo, mas se conservada em local seco e em pote de vidro vedado. Por isso, coloque seu pozinho em um vidro limpo e seco imediatamente e guarde em local seco e fresco. Oxigênio e umidade são os maiores inimigos de qualquer alimento que tem vida longa...


Como e onde usar?

1. Açúcar de baunilha:

Antes de sair usando em doces, prepare um açúcar baunilhado. Coloque meio quilo de açúcar de confeiteiro num vidro limpo, adicione duas colheres de chá de baunilha em pó, feche o vidro bem fechado e sacuda bastante para misturar. Deixe o vidro descansar por pelo menos um mês de depois use o açúcar de confeiteiro temperado para adicionar sabor as mais diversas receitas adicionando uma ou duas colheres de sopa de açúcar de baunilha no lugar da essência artificial.

Você pode adicionar a baunilha em pó ao açúcar cristal, açúcar comum ou qualquer outros tipo de açúcar. Quem sou eu para decidir. Eu coloco baunilha não no açúcar de confeiteiro, mas no açúcar de cana amarelo, orgânico, não refinado que eu uso nas receitas doces aqui de casa.

2. Sal de baunilha:

Da mesma forma que baunilha pode ser adicionada ao açúcar, uma colher de chá do pó de baunilha pode ser adicionada a 250g de sal. Use sal puro, marinho, não refinado, sal grosso triturado é melhor ainda pois é mais saudável, e adicione um salzinho de baunilha as suas receitas.

3. Adicione a receitas diversas: bolos, pudins, geléias, tortas, granolas, musli, cremes, mingaus, vitaminas, leite quente, creme de chantilly, iogurte natural, coalhada etc...

4. Use de pitadinhas, se for bater um copo de leite e use uma colher de chá se for fazer um pudinzão de 2L. Meia colher de chá é perfeita para bolos e tortas.

5. Aproveite!


E finalmente o nome de mais uma vencedora. A sexta vencedora é a Ana Brasil que falou de lar, família, marido carinhoso, criança feliz e como a baunilha vai reforçar tudo isso. A gente ficou dividido muito tempo, a Ana foi unanimidade só no final, mas levou com o seguinte comentário:

Blogger Ana Brasil disse...

Aroma de baunilha para mim se confunde com aroma de LAR, aroma de bolo que invade a casa e instantaneamente faz minha filha sorrir; aroma de arroz doce que faço para o marido e que me enche de beijos por causa dessa delícia; aroma de biscoitinhos e chá, que também uso baunilha e um bom livro para acompanhar...cozinha se mistura com vida, com sentimento, com momentos e que delícia usar baunilha para intensificar tudo isso!

24 de maio de 2013 19:00
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Parabéns Ana, agora manda para mim o teu endereço, tá? Amanhã, de posse de todos os endereço, eu dispacho os pacotinhos todos! Mas a Tatiana precisa me mandar endereço dela... Do contrário eu vou precisar escolher outro comentário.




segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Quinto comentário e uns "cupcakes" de bacon com ovos...






Desde que vi estes cupcakes de bacon com ovos no site da Sarah Wilson que eu me seduzi pela idéia de juntar estes dois favorito numa forminha e assar. O sabor não sofre qualquer alteração, enquanto o visual é irresistivelmente superior ao seu bacon com ovos tradicional.



Eu abraço o consumo de bacon com ovos no café da manhã sem culpa, não diariamente, mas entendo que é preciso romper certos paradigmas vigentes para abraçar o consumo de gorduras saturadas sem medo de ser feliz. Se você, como eu, desafia as informações parciais que resultam de certas pesquisas que condenam o consumo de gordura animal, manteiga, ovos e bacon, aproveite. E você acredita que gordura animal é veneno: olhe já para o outro lado...





Para entender como se faz basta ver o vídeo demonstrativo e cheio de idéias aqui. Está em inglês, mas é tão simples de fazer que só de ver qualquer um entende o processo todo. Em linhas gerais: unte forminhas de empada ou de bolinhos com óleo de coco ou manteiga. Coloque as fatias de bacon enroladas na base e lados das forminhas. Uma fatia longa deve ser suficiente. E encha a forminha com uma mistura de ovos batidos com sal, ervinhas e queijo parmesão. Leve para assar a 200C por 10 a 15 minutos em forno pré-aquecido.




Nas fotos eu usei uma forma de muffin, para 12, mas acho que o melhor é usar forminhas individuais de empadas pois é mais fácil na hora de desenformar quente. Não esqueça de untar pois o bacon pode grudar um pouquinho na hora de desenformar.






Está ficando difícil decidir, todas as noites há controvérsias aqui em casa. Mas chegamos a mais um acordo sobre o comentário vencedor de hoje. O quinto comentário selecionado é da Tatiana, que comentou como "anônima", mas assina no final do comentário. Tatiana pensa em usar baunilha para preparar delícias caseiras para o marido que se recupera da Doença de Crohn. Essa doença é muito difícil, tenho um amigo que luta contra a mesma doença, ele tem tido sucesso no tratamento, mas já sofreu muito e eu acompanhei parte do sofrimento dele a distância, suas longas internacões, cirurgias e o estresse para recuperar o peso e viver normalmente. É impossível não me identificar com as dificuldades da Tatiana, o esforço para cuidar do marido com a ajuda da sogra e o desejo de ver ele recuperado.

Veja abaixo o comentário da Tatiana:

Anônimo disse...

eu faria um bolo seco bem simples, onde a baunilha seria a "cereja do bolo", para meu marido... para comemorarmos sua recuperação e volta para casa... neste último mês passamos 22 dias dos 31 internados... ele passou por 2 cirurgias e agora finalmente estamos em casa... na verdade, na casa da minha sogra amorosa que cuida dele enquanto estou trabalhando, pois ainda não consegue nem tomar banho sozinho... como ele tem doença de crohn, evito ao máximo produtos artificiais e uso sempre os produtos naturais... essa baunilha seria perfeita, para matar a saudade de seu sabor aveludado e aroma intenso!

tatiana
tatiana.ender@gmail.com



Tatiana, mande um email para mim com teu endereço e boa sorte para vocês.



domingo, 9 de junho de 2013

Pipoca e o quarto comentário selecionado...



Pipoca é um dos meus aperitivos favoritos e eu como pipoca direto. Além de ser um alimento integral, sem gluten, delicioso, pipoca pode ser consumida sem restrições se for feita em casa, com uma gordura de qualidade e consumido com pouco sal. Basta um óleo bom, temperos frescos de qualidade e sua pipoca vira um snack muito saudável. O problema com a pipoca são as versões produzidas com milho transgênico e óleos vagabundos, refinados, trans, tóxicos e as tais pipocas para microondas em quase todas as suas versões (exceto aquela orgânica sem gordura e sem sal).

Quando eu era criança comia pipoca de rua feita com gordura de porco. Lá pelas tantas as latas de óleo de soja passaram a dominar e alguns pipoqueiros até anunciavam que a pipoca era feita com óleo de soja para demonstrar superioridade. Mas aqueles eram tempos de soja do bem, não transgênica e ainda não super envenenada por uma quantidade astronômica de agrotóxicos. Depois disso, durante anos, mais de 10 eu diria, pipoca passou a me fazer mal. Era comer para ter enjôos e cólicas estomacais, azia etc... A disseminação da pipoca de microondas não melhorou meu mal estar com pipocas, muito pelo contrário. Me faz ainda mais mal. E aquelas de cinema então? Saravá!



Hoje em dia eu como apenas as pipocas que eu faço em casa, na panela, com milho orgânico e óleos orgânicos. Em geral prefiro gorduras saturadas para fazer pipoca e por isso tenho usado óleo de coco direto. E quando eu faço em casa, não tenho enjôos, nem dores de estômago e ainda adiciono um tantão de manteiga derretida por cima. Como andei com o estômago muito sensível depois que eu tive uma doença autoimune (ainda tenho, pois doença autoimune não se cura, se administra). Enfim, hoje eu como uma bacia de pipoca e eu não sinto nada... Mas uma bacia pequena, tá? E o motivo é que o óleo de coco é muito mais digestivo e saudável. Os óleos usados naquelas pipocas de microondas, ou de carrocinha de rua, ou de cinema são puro veneno. Vai por mim, evite. Faça você mesma sua própria pipoca e capriche nos sabores.

Dica:

Quando a gente para de comer açúcar, sente falta de alternativas para beliscar entre refeições. Não há como evitar o desejo e, nesta hora, a pipoca é uma excelente alternativa. Pipoca feita com óleo de coco, com manteiga derretida por cima ou com queijo parmesão, um tantinho de endro picadinho, ou orégano, ou qualquer ervinha que você goste. Uma bacia de pipoca aliviava meu desejo de comer doce, principalmente no começo... hoje já como bem menos pipoca, apesar do milho ser integral e ter bastante fibra, é muito carboidrato junto, melhor evitar comer demais...




E hoje temos o quarto selecionado. E o comentário baunilhado de hoje é do Andre Girardi, que também planeja contemplar a mãe com uma bela receita, no caso uma receita de brownie com baunilha para dar conta da saudade... Bolos de chocolate intenso, como brownie, combinam demais com baunilha, que dá uma amenizada no amargor do cacau puro, e o Andre escolheu bem. Taí o comentário dele...

Blogger André Girardi disse...

Olá!! Com a segunda especiaria mais nobre do mundo, faria, para minha mãe, que é de primeira, lá na rocinha dela, um
B rownie
A romático
U nico
N otável
I nigualável
L indo
H armonioso
A fetuoso
e assim, quem sabe, amenizarmos com muito sabor, nossas saudades...

3 de junho de 2013 14:26


André, parabéns. E agora mande um email para mim com teu endereço, tá?


sábado, 8 de junho de 2013

Um prato favorito, uma canção e mais uma premiada...



Crianças sempre perguntam qual é meu prato favorito, minha música favorita, meu cantor favorito, minha cidade favorita, meu chocolate favorito, meu livro favorito... eu sempre respondo que é difícil escolher pois a gente muda, os sentimentos mudam e nossa posição em relação as coisas mudam com as nossas mudanças. Assim, o que um dia foi favorito, no outro dia pode enjoar.

Mas ainda assim há alguns favoritos, coisas que não deixam de me tocar profundamente, como uma lata de sardinhas em molho de tomate. Sardinha é um revigorante, eu adoro loucamente e um prato de sardinha é um prazer quase indescritível. Seja em lata, em molho de tomate, em óleo, frita, aberta, fechada, manjubinha e outras mais. Esta semana, estando em casa na hora do almoço, me preparei um dos meus pratos favoritos:

Sardinha em molho de tomate com tomate, cebola e espinafres refogados. A sardinha é em molho de tomate orgânico, o tomate e a cebola também orgânicos e o espinafre do meu jardim, orgânico, naturalmente, e que estava congelados. Agora eu me preparo para colher a safra deste ano...




Outros favoritos? Minha música favorita, ou uma das é A Página do Relâmpago Elétrico Esta canção, acredito eu, é uma escolha geracional, imagem do meu tempo. A mais estranha das vozes, um arranjo ao mesmo tempo rico, confuso, perturbador e estonteante, e uma letra que faz mágica no meu coração. Simplesmente adoro...


Abre a folha do livro
Que eu lhe dou para guardar
E desata o nó dos cinco sentidos
Para se soltar
Que nem o som clareia o céu nem é de manhã
E anda debaixo do chão
Mas avoa que nem asa de avião
Pra rolar e viver levando jeito
De seguir rolando
Que nem canção de amor no firmamento
Que alguém pegou no ar
E depois jogou no mar

Pra viver do outro lado da vida
E saber atravessar
Prosseguir viagem numa garrafa
Onde o mar levar
Que é a luz que vai tescer o motor da lenda
Cruzando o céu do sertão
E um cego canta até arrebentar
O sertão vai virar mar
O mar vai virar sertão
Não ter medo de nenhuma careta
Que pretende assustar
Encontrar o coração do planeta
E mandar parar
Pra dar um tempo de prestar atenção nas coisas
Fazer um minuto de paz
Um silêncio que ninguém esquece mais
Que nem ronco do trovão
Que eu lhe dou para guardar

A paixão é que nem cobra de vidro
E também pode quebrar
Faz o jogo e abre a folha do livro
Apresenta o ás
Pra renascer em cada pedaço que ficou
E o grande amor vai juntar
E é coisa que ninguém separa mais
Que nem ronco de trovão
Que eu lhe dou para guardar


(Beto Guedes & Ronaldo Bastos)




E, continuando com a seleção de comentários premiados, ilustrada por fotos de um dos meus pratos favoritos, a baunilhada de hoje é a Zeni Cabral Lacerda com um comentário bem bacana. O comentário da Zeni fala de cozinha, cheiros, algazarras, prazeres, pequenas coisas e de plantar sementinhas de baunilha no quintal e na vida das pessoas, adorei, adoramos... E aqui está para vocês:


Blogger Zenicabral Lacerda disse...

Adoro cozinha , seus cheiros, a algazarra nos dias de comemorações especiais, o conforto que nos traz nos dias de tristeza e por isso, usaria uma pitada de baunilha na vida daquelas pessoas que não descobriram ainda que os maiores prazeres da vida estão nas pequeninas coisas , tal qual uma sementinha de baunilha. Gosto tanto que tenho um pézinho de baunilha no meu quintal e espero muito que ele floreça!
Zeni Cabral de Lacerda

27 de maio de 2013 19:53


Amanhã eu volto com mais um nome...