sábado, 31 de outubro de 2009

A festa, o sorteio e o bolo de maça



Uma passadinha para informar que as postagens de conteúdo estão um pouquinho enroladas em função da festa de amanhã. Estou trabalhando feito uma louca para conseguir acabar tudo o que planejei. Loucura total, eu não sei porque eu invento isto, queria não precisar de festas para ser feliz. Enfim, uma trabalheira e a minha sorte é que amanhã não sou eu quem vai fazer o prato principal do almoço, mas um amigo querido português que vem fazer uma mariscada. A idéia da surpresa ainda está forte na cabeça das crianças e o Per faz de tudo para acreditar que não sabe de nada, apesar da revolução na cozinha. A coisa mais engraçada do mundo, fingir que não tem festa com a geladeira e freezer lotados de comidas de festa, o forno ligado o dia inteiro, pães, vários, crescendo na bancada da cozinha, vinhos, bebidinhas, ele não pergunta e diz que não quer saber, mas já sabe...



O mais engraçado foi que a mãe do Per ligou ontem a noite dizendo que ia passar para dar um beijo e deixar um presente para ele hoje. Ele desligou e me disse que eles iam passar para um café. Eu pensei, tudo bem, ela quer passar e dar o presente para disfarçar para ele não desconfiar. Aí ela ligou de novo e disse que mudou de idéia, assim, do nada e aí ele ficou desconfiado. Ela sabia da festa de amanhã, mas esqueceu e como o aniversário dele é hoje ela naturalmente ligou e queria dar uma passada. Fazer surpresa como? É claro que ele já sabe, mas a gente se diverte mesmo assim. Hoje ele levou um bolo de maça que eu fiz para dividir com os colegas no trabalho e o bolo ficou uma delícia. Fiz uma receita meio grande para o tamanho de forma e usei uma quantiddade grande de frutas e por isso sobrou um pouco de massa que eu assei numa forminha e fotografei. As maças usadas são do meu jardim e estavam maravilhosas, vocês não imaginam o meu orgulho...



Bolo de maças

4 a 5 maças fatiadas finas
4 ovos
1 copo de 250ml de açúcar
100 ml de óleo de girassol ou manteiga derretida (as vezes eu uso uma coisa, as vezes a outra)
2 copos de 250ml de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de extrato de baunilha
100 ml de leite ou iogurte (as vezes eu uso uma coisa, as vezes a outra)
Açúcar e canela para salpicar

Como:

Unte uma forma média com manteiga, forre com papel manteiga e unte o papel. Salpique açúcar e coloque uma camada de maças e salpique um pouco mais de açúcar e um pouco de canela. Bata os ovos com o açúcar, adicione a manteiga ou óleo e bata mais. Adicione um copo de farinha, o leite e depois o segundo copo de farinha. Adicione o fermento e a baunilha e bata até incorporar totalmente e formar uma massa bem macia. Coloque a massa sobre as massas na forma. E cubra a massa com mais uma camada de maças e salpique açúcar e canela novamente. Leve para assar em forno pré-aquecido a 180C por 30 minutos ou até que enfiando um palito este saia seco. Sirva quente com sorvete ou iogurte de baunilha.



Sorteio:

E não esqueçam: para participar e concorrer ao presente especial basta deixar um comentário nessa mensagem até segunda-feira, dia 2 de novembro. Basta comentar, qualquer coisa, qualquer assunto, não precisa dar nenhuma resposta em especial. Eu vou sortear um dos comentários no site random.org e enviar o presente da leitora sorteada.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cacaus e presentes...



Quando comecei esta postagem, uns dois dias atrás, pensei em escrever apenas sobre cacau em pó, sobre os diferentes tipos de cacau que me atraem e me intrigam, uma postagem que rumino há tempos. Estive experimentando diferentes tipos de cacau em pó ultimamente já que cacau em pó é uma coisa que eu aprecio bastante mas acabei mudando de idéia e adicionei um segundo assunto a esta postagem. O segundo tema desta postagem é um presente, na verdade dois presentes. Um presente que acabou levando a outro. Então vamos por partes. Vamos primeiro falar de cacau ou de presente? Acho que é melhor começar com o presente.




Para ilustrar esta postagem eu preparei uma colagem de fotos que eu fiz de uma instalação incrível inaugurada no jardim da universidade, no campus Gløshaugen da NTNU, este mês. Eu fiquei super encantada com a instalação e de certa forma acompanhei, a distância, a artista que durante alguns dias pintou as imagens que ilustram a colagem. Foram vários artistas trabalhando durante várias semanas já que a instalação é uma grande construção, composta por vários módulos espalhados pelo jardim, mas este módulo, com estas pinturas, estão voltadas para a rua onde eu passo todos os dias me encantaram e a localização permitiu que eu pudesse ver a artista trabalhando no jardim, pintando.



Mas enfim, a história do presente é a seguinte. Eu decidi participar do evento AIG, por influência da Moira e tudo é culpa dela... Ela participou do AIG no ano passado e eu, que acompanho o blog dela, acompanhei tudo pelo blog, um festival de presentes, uma beleza. Então este ano, quando a Moira anunciou que ia participar novamente eu decidi participar também. Vou receber o nome da pessoa que vai receber meu presente, e do blog que ela faz, no dia 1 de novembro e então, dependendo da pessoa e do local no planeta onde essa pessoa vive, vou adaptar o meu presente. Já fiz uma lista com algumas versões diferentes do presente, pois eu adoro dar presentes, mas ainda não cheguei a um veredito final. Espero que a pessoa não seja nem diabética, nem alérgica a nada, nem muito menos que deteste sobremesas pois aí eu estou totalmente frita.



Mas o motivo do presente fazer parte desta postagem não é a minha participação no AIG. Mas por causa deste presente do AIG eu resolvi oferecer um segundo presente, vou preparar dois pacotes de presentes, idênticos, um vai para a pessoa selecionada pelo AIG e, tchan, tchan, tchan, tchan, o segundo presente vai para uma das minhas leitoras, ou leitores. Sim, vou preparar dois presentes e oferecer um para vocês. Para participar e concorrer ao meu presente especial basta deixar um comentário nesta mensagem até segunda-feira, dia 2 de novembro. Basta comentar, qualquer coisa, qualquer assunto, não precisa dar nenhuma resposta em especial. Eu vou sortear um dos comentários e enviar o presente da leitora sorteada junto com o meu presente do AIG.



Então é isso, deixe-me um comentário até o final do dia 2 de novembro e concorra ao meu presente especial que será despachado para qualquer canto do planetinha. Para matar um pouco a curiosidade de vocês sobre conteúdo do presente eu posso adiantar que em cada um dos pacotes irá um conjuntinho de belezinhas que todo mundo que vem aqui em casa, ou que visita aqui o blog, adora. Ontem, quando eu tive a idéia de enviar dois presentes, ao invés de um, eu saí e comprei dois sets de "belezinhas", um para cada um dos presentes e ambos já foram devidamente embrulhados, com segurança, para viagem. A colagem acima exibe imagens que tem em comum as tais belezinhas, será que vocês adivinham o que é? Mas o pacote será bem diversificado, outras coisa bem legais e comestíveis irão acompanhar as belezinhas. Comente, comente e comente....


Essa instalação é fantástica, não? Eu adorei... Ops, a postagem chegou ao fim e nada de falar de cacau, vou ter que deixar o cacau para amanhã...

domingo, 25 de outubro de 2009

Em ritmo de final de ano: bolo cremoso de gianduia



Apesar do mal estar da gripe, eu tinha começado uma mousse pois eu tinha um creme de leite na geladeira que ia vencer e precisava ser salvo. No final eu mudei de idéia e transformei a mousse num bolinho cremoso, mais um. Como eu tinha uma última barra de gianduia em estoque, sim, eu faço estoque de gianduia e depois explico o motivo. Enfim, tinha o creme e a gianduia e então resolvi fazer uma mousse de gianduia com chocolate, uma espécie de Nutella melhorada. Sim, mousse de gianduia com chocolate é muito melhor do que Nutella. Mas no final eu achei que ia ficar mais interessante assar a mousse e transforma-la num bolo. Mousse tem dessas coisas, crua é uma delícia, mas assada é uma revelação.



Como eu falei, tinha uma última barra de 200 gramas de gianduia macia, ou blød nougat, como chamam por aqui, com 45% de avelã. A gianduia é fácil de achar nos supermercados o ano todo em barras de 100 gramas mas no final do ano as empresas colocam nas prateleiras não apenas barra maiores, com 200 e até 400 gramas de gianduia que, assim como o marzipan, é muito usado nas receitas de final do ano. Quando passam as festas de final de ano os supermercados daqui liquidam as gianduias totalmente e elas dão uma sumida, sobrando apenas as barrinhas de 100 grams. E eu, sabendo disso, encho a minha despensa com gianduias vendidas por até 30% do preço original e com uma data de validade que vai até o final de outubro.



A gianduia cremosa, que na verdade é uma pasta de avelãs e açúcar, é um ingrediente maravilhoso, puro sabor da avelã, mas é a mistura com chocolate que faz a mágica e aí a coisa fica infinitamente superior, principalmente se foi usado um chocolate amargo de qualidade com alta concentração de sólidos de cacau. A gianduia é uma barra macia que, diferentemente do marzipan, não resiste ao calor pois é uma espécie de manteiga de avelã. Quando o tempo esquenta eu coloco minhas gianduias na geladeira pois elas viram sopa no armário ou faço pudim e ou mousse que combinam super bem com morangos e frutas em geral.



A idéia então era fazer uma mousse de gianduia mas, sei lá, o frio e o mal estar da gripe me deixaram com muita vontade de comer um bolinho quente e assim foi. Comemos morno, salpicado de açúcar de baunilha e umas colheradas de iogurte. Aproveitei para usar as minhas forminhas novas. Estou apaixonada por estas forminhas de torta de porcelana, rasinhas elas formam uns bolinhos ótimos que assam super rápido e não são muito grandes pois apesar do diâmetro grande os bolinhos são finos. Nestas forminhas a receita rende um pouco mais e vale a pena pois é um bolo denso, gorduroso e pesado por isso quando menor a forma, melhor. Anote esta dica.




Bolo mousse de chocolate e gianduia


250 ml de creme de leite
100 gramas de blød nougat (gianduia cremosa com pelo menos 30% de avelãs)
50 gramas de chocolate amargo (usei com 70% de cacau)
3 ovos separados
50 gramas de açúcar
30 gramas de farinha de trigo

Como:

Corte a gianduia em pedaços e coloque num pote. Pique o chocolate e coloque no mesmo pote com a gianduia. Numa panela de fundo grosso coloque o creme de leite e deixe ferver. Depois de fervido coloque o creme para o sobre a gianduia e o chocolate picados e mexa para derreter totalmente e formar uma mistura homogênea, sem pedaços. Bata as gemas com uma parte do açúcar até esbranquiçar e adicione a mistura de creme, chocolate e gianduia as gemas batidas, mexendo bem para não talhar e incorporar totalmente o creme as gemas. Adicione a farinha de trigo e mexa até incorporar. Bata as claras em neve com a outra parte do açúcar até ficarem em neve e bem brilhantes. Adicione a clara a mistura de chocolate e gianduia e, com uma espátula ou colher de pau, mexa o suficiente para incorporar, sem mexer demais para que a mistura não perca volume. Aqueça o forno a 180C. Unte seis potes refratários individuais, ou uma forma pequena, com bastante manteiga e salpique farinha. Divida a massa nos potinhos preparados e asse por 20 a 25 minutos ou até que enfiando um palito ele saia seco.



É no final do ano que os supermercados se enchem de gianduia, de todas as marcas e tamanhos, e como o ano já acabando isto significa que os mercados já começaram a receber as gianduias cremosas dinamarquesas que eu amo tanto, dá para abusar e gastar pois mês que vem tem mais...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bolo cremoso de tangerina e limão...



Esta postagem já não era mais para ser, mas está sendo, apenas porque o bolinho em questão é tudo de bom. Foi um bolo relâmpago, que passou por aqui voando sem deixar recado. Foi devorado em questão de minutos e se tivesse feito mais teria ido todo, mas a porção desta receita é bem pequena e rende apenas seis bolinhos que eu assei em forminhas refratárias. Renderam quatro formas maiorzinhas e duas pequenas que comemos ainda mornos nas forminhas mesmo, como um pudim. Mas estes bolinhos podem ser desenformados mas devem estar totalmente frios, para não quebrarem por inteiro.



Uma gripe tomou conta da casa esta semana e eu não escapei. Desde sexta que eu estou um bagaço, "derrubada" mas trabalhando para lá e para cá como um zumbi, meio viva apenas, mas mesmo assim ainda deu para que eu acabasse esta postagem e ontem a noite eu ainda assei um outro bolinho-cremoso que deve aparecer por aqui numa outra postagem mais tarde, será? Pode ser. Enfim, depois de uma semana linda de muito sol, mas fria e muito seca, seca mesma eu caí. Pensei estar alérgica com o ar ultra-seco dos últimos dias mas a coisa degringolou e virou gripe mesmo com sinusite, dores de cabeça e uma leve febre desde sexta. Por que eu iria escapar? Mas mãe que é mãe sabe que não pode ficar doente senão a casa e a família param e aí eu fico ainda pior. Tamos aí, derrubou na área é penalti diz um grande amigo meu...



Bolo cremoso de tangerina e limão


2 ovos separados
100 gramas de açúcar
200 ml de leite (usei desnatado)
80 ml de suco de tangerina
30 gramas de farinha (duas colheres de sopa bem cheias)
1 colher de sopa de raspas de tangerina (fica bem suave(
1 colher de chá de raspas de limão VERDE...
pitada de sal

Como:

Num pote bata as gemas com o açúcar, adicione as raspas, o suco de tangerina, o leite e a farinha. Adicione as claras em neve com a pitada de sal e mexa suavemente com uma espátula ou colher de pau para incorporar sem perder volume. Divida a massa em seis potinhos individuais untados com bastante manteiga e esfarinhados. Use potinhos refratários para pudim, cremes ou suflê e coloque-os num tabuleiro grande, coloque água fervendo na forma sem cobrir mais do que metade da lateral dos potinhos e asse por 30 minutos a 180C em forno pré-aquecido ou até que fiquem levemente dourados.

O resultado é um bolo cremoso que fica no meio do caminho entre um bolo e um pudim e que pode ser desenformado quando estiver totalmente frio.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As cores como consolo e um financier de pistache




Eu detesto outono, acho uma tristeza esta estação e um desperdício de energia. Mas assumo que acho as cores do outono lindas, principalmente quando o sol aparece, o que aconteceu ontem e hoje, deixando o cenário ainda mais bonito. Enquanto as folhas não caem deixando as árvores totalmente carecas, semi-mortas, eu me delicio com as folhas amarelas e vermelhas. São lindas, uma paleta de cores fantástica. As folhas me lembraram os pistaches que eu andei descascando esta semana...




Me ocorre uma pergunta: dentre as nozes que você ama qual a que você mais detesta? Eu detesto amar pistaches e sempre consigo me cortar com aquelas casquinhas afiadas e não há como eu descascar pistaches sem me machucar. Claro que eu detestaria ter que descascar outras nozes, mas a maioria delas eu compro já sem cascas. Os pistaches, bem, os descascados além de salgados demais são vendidos em pequenas quantidades como aperitivinhos e não vale a pena comprar. Em grandes quantidades eu preciso comprar pistaches com casca e limpar tudo com as minhas mãozinhas. Per sempre ajuda, mas aí é que está...



Estamos organizando uma festa surpresa para o nosso heroí na próxima semana e nas horas vagas, durante o dia, eu já estou preparando e congelando uma série de delicinhas que resistem super bem quando congeladas. Como a idéia é uma festa surpresa não dá para pedir ajuda, certo? E as crianças ainda não estão em condição de descascar pistaches. Vocês ainda vão ouvir muito mais sobre os preparativos para a festa que está deixando as crianças eletrizadas, vai ser uma loucura. Entre outras coisas eu congelei algumas massas de tortas, que ainda não decidi o que vão se tornar e duas fornadas de financiers de pistache que resistem super bem no freezer, mesmo com frutinhas no topo. Basta retirar do freezer na véspera da festa, deixar descongelar em temperatura ambiente e polvilhar um açúcarzinho sobre os bolinhos na hora de servir.



O povo todo por aqui ama os financiers, impressionando o sucesso que estes bolinhos fazem. As frutas dão um toque especial aos financiers, e com o freezer ainda cheio de frutas eu estou usando as framboesas onde posso. Além dos bolinhos eu fiz sorvete de framboesas com iogurte e mel e ficou uma delícia. Estou totalmente fissurada nos meus sorvetinhos caseiros. O único problema é que os sorvetes não ajudam a esvaziar o freezer, muito pelo contrário... Apesar do frio eu estou adorando meus sorvetes o que deixa as claras o meu espírito do contra já que a tendência é experimentar receitas de sorvetes durante o verão... Ia apresentar um sorvetinho com esta postagem, mas as fotos desta tarde de sol furaram a fila...




Financier de pistache com framboesas


100 gramas de manteiga
1/2 de copo de 250 ml de farinha de pistaches sem sal
3/4 copo de 250 ml de farinha de trigo
1 copo de 250 ml de açúcar de confeiteiro
4 claras
1 colher de chá de extrato natural de baunilha
1/2 copo de framboesas (frescas ou congeladas)

Como:


Unte com bastante manteiga e reserve 12 forminhas de tortinhas, empadas ou tarteletes. Numa panela de fundo grosso derreta a manteiga e deixe a manteiga cozinhando em fogo baixo até ficar bem dourada, cerca de 5 minutos, mas muito cuidado para não deixar a manteiga queimar e para não se queimar já que a manteiga em geral espirra. Fique ao lado, de olho na manteiga e quando estiver dourada retire do fogo, coe para remover os sólidos da manteiga e reserve em temperatura ambiente. Deve render umas 85 gramas de manteiga dourada.

Num processador triture os pistaches sem sal, com o açúcar e a farinha de trigo. Peneire tudo num pote grande. Em um outro pote bata bem os claras até começarem a espumar e adicione a mistura de farinhas, aos poucos, às claras batidas e vá mexendo com a colher de pau, ou espátula, para incorporar. Adicione a baunilha e continue mexendo para incorporar. Por fim adicione a manteiga dourada e mexa com todo cuidado até incorporar toda a manteiga à massa. Mexa suavemente até que toda a manteiga seja absorvida pela mistura, pode demorar alguns minutos para incorporar totalmente.

Divida a massa nas forminhas preparadas, ou numa forma única preparada sem encher demais as forminhas. Encha apenas metade das forminhas com a massa, ou um pouco mais, e coloque uma ou duas framboesas. Asse as forminhas em forno pré-aquecido a 180C por 15 minutos ou até que enfiando um palito o mesmo saia seco. Cuidado para não assar demais e deixar os bolinhos muito duros e secos!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Raivinhas de figo, ou melhor, de geléia de figo...



Eu queria muito anunciar que estas raivinhas lindinhas e deliciosas foram feitas com figos frescos, mas foram feitos com geléia de figo. Não há figos por aqui, moro para além da fronteira dos figos, eles até chegam aqui, de vez em quando, vêm de Valinhos, eu os namoro regularmente no mercado, compro dois ou três pois custam muito caro e nem sempre estão em boas condições pois ficam dias expostos no mercado esperando um herói que pague o preço que se cobra por figos aqui, nesta parte do mundo sem figos...



Para amenizar a dor da falta de figos, fruta amada e desejada, eu compro regularmente uma geléia de figos amarelos italiana maravilhosa, caríssima, mas cujo pote caro custa menos da metade de um quilo de figos frescos. Sério. Eu simplesmente não entendo o problema com o preço dos figos. Mesmo assim, eu estava louca para fazer uns ninhos "raivozinhos" de figo. Pensei em fazer uma compota com figos secos mas decidi usar a geléia pronta que é ótima, a geléia perfeita. E ficou bom, muito suave, mas bom.



Talvez este tipo de biscoito fique melhor se feito com sabores mais proeminentes, como a goiaba mas, enfim, eu gosto tanto deste biscoitinho que gostei assim suave também. Recentemente eu fiz um ninho de goiabinha mas não usei leite de coco na massa e a textura ficou bem interessante, diferente. Vale a pena fazer experiências com a receita, com polvilhos diferentes, o uso do leite ou não, usando só gema ou ovo inteiro, pois os resultados são diferentes e surpreendentes. Preciso me manter otimista pois aqui eu uso os amidos de tapioca que estão disponíveis, eu os chamo carinhosamente de polvilho, mas são os amidos mais estranhos e surpreendentes que há.




Raivinhas de figo


80 gramas de manteiga (usei com sal) em temperatura ambiente
100 gramas de açúcar
250 gramas de polvilho doce ou amido de milho
1 ovo
50 ml de leite de coco
1/2 colher de chá de extrato natural de baunilha
Cerca de 100 gramas de geléia de figo amarelo

Como:

Aqueça o forno a 180C e forre duas formas grandes com papel manteiga.

Num pote grande bata a manteiga com o açúcar usando uma colher de pau (eu uso colher de pau, se você preferir use a batedeira) até formar um creme bem macio. Adicione o ovo e a baunilha e bata bem para incorporar. Aos poucos vá adicionando o polvilho, meio copo de cada vez, entre uma e outra adição de polvilho adicione o leite de coco, mexendo com a colher para incorporar. Adicione a última parte do polvilho e usando as mãos misture bem para formar uma massa bem macia que descola do pote e solta totalmente das mãos. Raspe os lados do pote com uma espátula e misture tudo. Eventualmente você não vai sentir necessidade de usar todo o polvilho, ou eventualmente precisará de um pouco mais do que dois copos para deixar a massa macia, descolando das mãos. Enfim, fique atenta, cada lugar é um ambiente diferente, com umidades relativas distintas.

Faça bolinhas usando uma colher de chá como medida, enrole com as mão e coloque na forma. Com o dedão ou um cabo de madeira faça um buraco no meio da bolinha formando uma espécie de ninho. Com uma colherzinha encha os ninhos com geléia de figo ou, se preferir, outra geléia de sua preferência. Se for usar goiabada dê uma derretida na goiabada no fogo junto com uma ou duas colheres de sopa de água. A quantidade de geléia deve encher o buraco do ninho, nem mais, nem menos. Se os ninhos estiverem bem grandes encha-os sem deixar transbordar geléia para não sujar o biscoito.

Asse por 15 minutos ou até que fiquem levemente dourados. Eu gosto deles mais douradinhos...

Rende cerca de 50 biscoitos