sexta-feira, 5 de março de 2010

Em busca de sentido...


(Nós quatro, antes da chegada triunfante em nossas vidas do nosso adorado irmão caçula...)


Está muito difícil voltar a escrever. Eu estou imersa em uma dor profunda e muita confusão, fazendo o que posso para refazer a minha vida e ainda dar algum apoio aos meus pais, depois de tudo o que se passou na minha família.

Mas antes de começar a escrever, eu gostaria de agradecer o apoio de todas vocês nesse momento tão difícil. Seus comentários tão atenciosos e gentis foram muito importante para mim. Eu li e reli os comentários algumas vezes e, sinceramente, as palavras de vocês me fizeram companhia neste momento horroroso da minha vida.


Muita coisa mudou em mim e muita coisa ainda vai mudar. A morte do meu irmão, causada por uma parada cardio-respiratória fulminante, com pouco mais de 40 anos, está sendo um drama terrível. Nós não estávamos preparados, ninguém está, ainda que conscientes do nosso histórico familiar de doenças cardíacas e das escolhas individuais. Minha família, ao que tudo indica, tem veias muito ruins. Meu irmão, o homem mais otimista que alguém jamais conheceu, não acreditava e não aceitava acreditar que alguma coisa poderia dar errado com ele, nunca. Mas com DNA não se brinca e essa é uma lição definitiva. Vinicius viveu de acordo com suas verdades e entre outras coisas foi um fumante feliz. Ele era o único fumante de nós cinco e fumar o deixou ainda mais vulnerável...




(Meu irmão Nio durante o lançamento do livro do nosso pai em outubro passado na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro)


Enfartos precoces levaram muito cedo diversos homens fumantes da minha família e meu irmão foi o mais jovem entre todos eles. Meu avô paterno morreu aos 56, dois tios (paterno e materno) aos 60 anos, assim como meu avô materno que também morreu aos 60 anos, mas de derrame. Eu e meu irmão caçula sabemos que, apesar de não sermos fumantes, temos um desafio pela frente.

Nosso pai, como nós dois, nunca fumou mas sofreu muito com enfartos, cateterismos e safenas. Eu gostaria que as coisas tivessem sido diferentes, que meu irmão pudesse ter tido uma chance de sobrevivência, mas as coisas seguem uma lógica própria. Eu não sei quantas de vocês são familiarizadas com a filosofia de Schopenhauer. Este filósofo escreveu alguns dos livros mais importantes da filosofia ocidental (na minha opinião) e, entre outras coisas, explicou e demonstrou a exaustão os quatro aspectos do princípio da razão suficiente.

Enfim, quando eu cheguei ao Rio de Janeiro no começo de fevereiro, numa segunda-feira as 5:00 horas da manhã, o meu irmão Vinicius já estava lá me esperando. Ele era a única pessoa no mundo que iria sempre me esperar, me buscar e me levar aonde quer que fosse, a hora que fosse e do jeito que fosse. Eu levava na minha bolsa o livro de Schopenhauer The World as Will and Representation, a tradução inglesa de 1957. Havia mais de um mês que eu estava as voltas com este livro e o renovei na biblioteca da universidade antes de viajar para poder leva-lo comigo. Estava decidida a destrinchar algumas teses de Schopenhauer no Rio para usa-las na teoria de um projeto que estou montando. Não podia imaginar que o princípio de razão suficiente de Schopenhauer iria me ajudar a entender e facilitar minha vida neste momento.

Para Schopenhauer o mundo é uma representação, composta de duas partes inseparáveis: o objeto e sua consciência subjetiva acerca do mundo. O objeto é resultado do espaço e do tempo e ao tomar consciência de si próprio o ser humano se percebe como um ser movido por desejos e paixões que, para Schopenhauer, constituem a "vontade" o princípio condutor da vida humana. Para Schopenhauer a "vontade" corresponde ao ser humano em si; ela é a síntese de toda realidade.

As coisas não devem fazer muito sentido mas, do meu jeito, eu busco sentido para justificar minha vida e conseguir continuar a viver sem ele, sem a companhia e o apoio do meu maior companheiro neste mundo, meu irmão mais velho...


Adoro esta foto, meu pai e meu irmão, estilos muito parecidos, ambos donos de corações frágeis...

Espero que este blog me ajude a voltar a vida. Por hora eu me escondo e durmo para esquecer. Continuo sem apetite, sem vontade de nada. Meu coração continua no Brasil mas estou feliz de já estar na Noruega, ao lado do Per...

30 comentários:

Sô Amélia e sô digitáar ! ® disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sô Amélia e sô digitáar ! ® disse...

Clau minha flor,
A causa da partida é apenas uma desculpa que temos para tentar entender essa partida... nada de filosofia, longe disso...
Por essa mesma desculpa fulminante minha mãe partiu.
Será que seria uma gripe, uma queda, um acidente... não sei... a dor e a ausência são o peso nessa hora.
A vontade de fazer algo, voltar no tempo...tende pulsar mais forte nosso coração, frágil sim, de amor pelos nossos!
Sinto na pele e em meu olhar que perdeu muito do brilho a sua dor...
Não sou muito letrada e não entendo direito sobre o livro que leu, mas entendo que Deus tem sido meu bálsamo, um oxigênio que puxo com mais força... e a terna esperança que existe uma vida eterna, e nela encontrarei os amados de minha alma que partiram.
Tenho aprendido que desabafar é o melhor remédio...por isso me alegro em poder ler suas palavras e dizer que estamos aqui, perto do seu coração...sempre!
Continuo orando por vc e por sua família...pq essa tempestade demora um pouco, mas acalma...
Falo do que sinto e vivo...
Um beijo grande e caloroso nesse coração!
Sua amiga, Vinni

Magia na Cozinha disse...

Eu acho que a dor de perder alguém muito amado nunca passa, mas se ameniza com o tempo e não poderia ser diferente.
A morte é sempre uma pausa para fazermos uma reflexão sobre os nossos valores.
Apesar de tudo a vida é celebração e podemos seguir celebrando o nosso ente amado, ainda que não esteja mais fisicamente perto de nós.
No seu caso não custa ficar alerta a questão da saúde. As nossas atitudes podem mudar muitas coisas. Vc é inteligente e saberá como se cuidar.
Na minha família temos problemas com o coração tb. Eu mesma preciso tirar a cisma de um descompasso nas batidas do meu coração.
Assim que der vou a um Cardiologista. Talvez não seja nada, mas a gente nunca sabe.
Pra frente é que se anda e vc vai superar esta dor. Tenho certeza.
Bjs :)

miosotiis disse...

E por mais que me escreva....é sempre melhor deixar-te um abraço apertado. *

angela disse...

bom saber noticas suas, apesar do momento ser duro, sempre é melhor saber como voce esta.força e fé.bjs

Beth/Lilás disse...

Claudia,
É perfeitamente compreensível o que você e sua amada família estão atravessando. Acho que também perderia a fome, perderia a vontade de rir e parece que tudo o que queremos é mergulhar num sono longo e acordar muito tempo depois, com o coração sarado e as lágrimas secas.
O tempo, só ele tem a solução!
um forte abraço carioca

Luciana Håland disse...

Claudia, perdas assim são terríveis, eu não tenho nem palavras para te consolar, mas estou aqui torcendo para que você consiga continuar vivendo e retorne a ser feliz. Superar a perda, esquecer, essas coisas não existem, mas que a dor vá se amenizando.
Eu prefiro não acreditar em mortes, claro, na física acredito, mas na morte pra sempre da pessoa, porque não somos só um corpo. Não é nada religioso, mas algo a que me prendo, e assim a vida fica mais fácil.
Pensando e torcendo por você.
beijo

...Noêmia! disse...

Olá, Cláudia!
Como disse a Angela, bom ter você de volta, apesar de tudo.
Meu pai morreu aos 49 anos no intervalo entre o Natal e o Ano Novo. Uma semana antes, tinha feito um check up completo, regra da empresa onde trabalhava, e o resultado era ótimo! Morreu de um AVC fulminante, tão forte que não houve chance de socorro.
Eu era muito ligada ao meu pai! Todas as pessoas que o conheceram o admiravam! Então, o que fazer com a dor gigante que até me tirava a vontade de viver? Seguindo os conselhos da minha mãe, que sofreu a perda ainda mais que todos, resolvemos todas, eu, minhas irmãs e minha mãe, nos concentrarmos em todos os ensinamentos que meu pai nos deixou. Usar a vibração, a maneira dele ser e de nos educar, para seguir em frente. Eu faço isso até hoje e já lá se vão 25 anos!
Levantamos a cabeça e retomamos a nossa vida, pois era isso que meu pai nos diria para fazer!
A dor nunca passa, temos de saber gerenciá-la! Sinto uma saudade enorme do mei pai, todas as horas!
Sei que é difícil, mas você vai superar, pois sentimos o enoreme amor e orgulho que tem do seu irmão!
Força!E conte comigo, se eu puder ajudá-la, estarei aqui!

♥ mesa para 4 disse...

Minha querida é tão difícil ajudar alguém nestas horas, só nos resta a palavra, nada serve para consolar um coração desfeito. Eu tb perdi o meu pai da mesma maneira com 55 anos na véspera da festa da minha formatura, foi um choque que eu nunca superei, aprendi a viver com a dor e a saudade, mas à resposta porquê o meu se há tanta gente no mundo má, ninguém me responde...penso que deve ser mais ou menos assim que voçê se sente...e doi, doi muito. E nunca mais voltamos a ser iguais, mas descobrimos alegrias a que não dávamos importancia, mas todos os dias sem expecção há momentos negros só nossos que por fim já não queremos compartilhar com ninguém...tente viver a vida com optimismo como o seu irmão faria e quereria, e voçê é hoje melhor porque ele existiu na sua vida...Um abraço muito apertado.

Anônimo disse...

Querida Claudia,

Leio sempre seu blog e adoro seus cremes, sejam eles um pudim, um doce de leite ou um sorvete... queria poder te enviar um creminho confortador, mesmo sabendo que você não iria tocá-lo...
Mas aprendi que existem dores que não passam.
E a perda de uma parte da gente é uma delas.

Essa dor vai se transformando - ao menos comigo foi assim: de ferida aberta em saudades velada. Mas a lembrança... ah a lembrança, essa, volta e meia nos pega e nos faz ver, o quão frágil continuamos.
Eu agradeço a oportunidade que tive de poder me despedir do meu pai. Saí correndo da Alemanha pra poder vê-lo ainda com vida. E sou eternamente agradecida por isso.
Sei que não é um consolo, mas que privilégio você teve em estar presente, com sua família, nessse momento de tragédia. E de ter podido vê-lo, abraçá-lo, tê-lo consigo de algum modo.
Como se o destino - e quem o crê ? - estivesse esperando apenas pela sua presença, antes de seguir com seu caminho.
Espero que em breve você consiga compor seu projeto - com ou sem Schopenhauer- mas sempre nos presenteando com seus textos e cremes.

Cris

Heloísa disse...

Claudia,
Como todas, acho que só o tempo resolve.
Mas há coisas que ajudam e uma delas, tenho a certeza, é a retomada da vida rotineira. Sua volta à Noruega, a presença do Per, seus quitutes e, com certeza, seu blog.
Beijo.

cacahuete disse...

É bom saber que você está voltando a pouco e pouco à sua rotina habitual. Infelizmente ninguém está livre deste tipo de doencas, como você mesmo referiu, o DNA, tem uma grande influência sobre a nossa vida. Espero que em breve supere todo a dor e sofrimento.

Beijinhos

Isabel disse...

Claudia,
pouco a pouco, com o retomar da sua rotina diária, a vida vai voltando a ser mais leve. Por enquanto ainda está muito pesada, a dor é muita, mas devagarinho, com o carinho da sua querida família, com o trabalho, com todas as rotinas diárias tudo vai ficar mais suportável.
Muita força para ti.
Bjs

Dani disse...

Lendo o seu post me bateu a ambiguidade que a palavra "sentido" possui. Sentido, com o valor de significado. Um sentido, no caso de entender as tramóias do destino e da existência, um olhar para trás, para tudo que aconteceu. Mas, na verdade, o sentido durante um rito de passagem como a perda tem mão dupla - olhar para o passado e seguir adiante. O primeiro vem primeiro. Descobrir para onde se vai depois é o desafio.
Que os seus sentidos se façam claros, querida.
Que o amor dos teus seja o seu alimento agora, o mais importante. A fome vem depois.

Um beijo,

Loise disse...

Acompanho teu blog algum tempo,sou de Florianópolis, já também preparei para minha família tuas delícias, e uma concidência, estás na Noruega onde minha filha fez intercâmbio a quase 5 anos.
Agora viemos ao Rio, tua cidade, onde viemos mostrar toda beleza e encantos da cidade maravilhosa para a família que recebeu nossa filha na Noruega.
E agora em Búzios, lendo o que aconteceu com tua família, essa perda, só pude sentir esse sentimento lindo entre vocês irmãos e ao mesmo tempo o que possas estar sentindo.
Não tenho palavras para acalmar teu coraçào mas meus sentimentos nessa hora são muito doces, que os dias levementes acalmem seu coraçãozinho.
Que tudo que faças de agora, será com outro jeito, com outro olhar, mais profundo...dedicado a ele.
Isto te fará muito feliz minha querida.
A natureza é perfeita, tudo tão magnífico, o final não seria diferente conosco.
Quero te ver sempre aqui, criando, vivendo e quem sabe um dia também na Noruega,rs
É isso que todos que um dia foram querem de nós, a continuação.
beijos carinhosos
Loise

Marli disse...

Eventualmente entro aqui para leer sabor saudade.Hoje me deparo com sua tristeza em decorrer da morte de seu irmao. Deixo meus pesames e oracoes para que o Pai conforte seu coracao e dos seus. O sabor saudade, inclui a distancia dos queridos e esse blog reflete mais que o sabor das comidas gostosas que nos deixam babando, mas as saudades dos que se foram junto ao eterno e daqueles que partem mesmo estando vivos.
Receba um carinho brasileiro ao estilo mexicano, local onde vivo atualmente

Anônimo disse...

Cláudia querida, este blog e muitas outras coisas vão te ajudar, seus filhos, seu marido, seu irmão caçula, seus pais, a primavera que vai chegar de mansinho pra aliviar seu coração. Fique bem. Um abraço daqueles de chorar junto e afogar tristezas.Chus.

Helena disse...

Claudia
Não sei o que dizer,pois nada faz sentido, só o tempo pode ajudar.
Um abraço bem apertado.

vamary disse...

perdi meu Pai e minha Avó bem cedo,eram as pessoas mais próximas que eu tinha.A saudade não diminui,mas vc encontra força e descobre sentido em muitas outras coisas.Vc tem uma familia linda,olhando a fotografia do seu pai se consegue enxergar a sua linda Stela,como eles são parecidos.
vc vai encontrar conforto
um grande abraço

maria fernanda disse...

Querida. Acabei de ler seu depoimento e ver as lindas fotos q me emocionaram mto.Sei q vai levar um tempo p vc reunir coragem e vontade e dar um rumo novo a sua vid, em termos emocionais.Mas agora é hora de viver esse luto, chorar a falta desse irmåo tåo querido e no final redescobrir dentro de vc uma parte dele tb. É meio assim, parece q a gente acaba incorporando um pouco as pessoas q naum eståo mais conosco!Por hora ,minha linda fica em paz Bjs da Fernanda

Glorinha L de Lion disse...

Claudia, não tenho vindo ao seu blog e peço desculpas por isso, mas nesse mundo dos blogs acaba não dando pra visitar todo mundo, e acabamos só indo nos que sempre nos escrevem com regularidade...esse momento que vc passa é indescritível e não há nada a dizer...nem sei como te consolar, já que sou atéia, mas tb perdi meu pai aos 15 anos e ele morreu por fumar aos 56 anos...tenho horror ao cigarro...meu irmão mais velho infartou tb por ser fumante e minha irmã fuma tb!
A única que escapou do vício fui eu, pois nasci asmática e seria suicídio fumar.
Nada adianta eu ficar aqui falando pra vc que o tempo vai te ajudar etc, etc...pois é óbvio que com o tempo a dor não lateja tanto...
Só me resta te dizer que pode contar comigo...se quiser desabafar, falar abobrinhas, se precisar de colo...
Deixo com vc a frase de Paulo César Pinheiro, o grande poeta e letrista: o tempo não cura a dor, mas enverniza o peito.
Grande beijo.

Silvio disse...

Claudia, acompanho, calada, o seu blog ha mto tempo. ele me atrai por mtas razões. ADORO novas receitas, e as suas são infalíveis; Meu marido é descendente direto de noroegueses, minha sogra nasceu em oslo e sua irma mora lá até hoje, então me emociono com as fotos que vc posta; e agora, divido com vc a perda de uma pessoa querida. Há duas semanas, perdemos meu sogro, um homem de opiniões fortes e sorriso tímido. O câncer que o levou deixou raiva e desespero em nossos corações, mas um grande amigo nos ensinou a entender, perdoar e seguir enfrente, deixando apenas saudades no vazio que ficou. A saudade nunca passa, e nem deve, é ela que nos mantém vivos. Agora o futuro são os filhos dele, e os filhos deles... do mesmo jeito, o que fica para vc são as lembranças e a saudade.
Força
grande bjo
Adriana
escrevo no nome do meu marido, pq esse negócio de blog, para mim, é só para leitura, ainda tenho dificuldades com a tecnologia...

Moira disse...

Cláudia,
Um grande beijo e muita coragem.
Manuela

Tangerina disse...

Querida Cláudia, É bom ter notícias suas...tenho pensado em si muitas vezes... conheço tão bem essa dor... o vazio... o sentimento de injustiça... a minha mãe morreu com 43 anos num acidente... eu tinha 20 e já passaram outros 20... se há algo que eu posso lhe dizer é que o tempo é um aliado...a saudade sempre fica...fazemos contas aos anos... como seria agora? mas com o tempo a dor fica menor e vamos aceitando a perda e a ausência...
Faça o seu luto, é um processo necessário para renascer de novo numa realidade que nunca mais será a mesma. Tenha a certeza que deste lado estão muitas pessoas que não a conhecem mas que torcem por si e lhe desejam força e coragem.

Um Grande Abraço,
Carlota

Cristina disse...

Olá Cláudia,passei aqui pra saber como vc está!? não nos conhecemos,nem mesmo sou blogueira,mas sei o quanto é doloroso perder alguém amado...meu pai também se foi cedo,sempre é cedo...seu blog é adorável e visito com frequencia sem nunca deixar um comentário,mas desde sua outra postagem me emocionei com suas palavras...o tempo diminui a dor e fica a saudade dos bons momentos vividos juntos...que Deus te conduza nesse momento.
Cristina

Anônimo disse...

Querida Cláudia, estava esperando vc retornar para que pudesse escrever. Passei por um problemão de saúde neste início de ano a única coisa queremos neste momento é não fazer nada, faz parte da negação, do luto. Mas esquecemos de uma coisa importante: cozinhar é energia vital, é colocar energia viva dentro do nosso corpo, nossa segunda fonte de nutrição, sendo que a primeira é respirar, muito importante, principalmente no momento de dor. Portanto, quando a dor terrível amenizar , volte a cozinhar, pois seu apetite voltará pense nas coisas boas que vc irá transmitir para vc, para os seus e para as pessoas que assim como eu torcem e vibram muito por vc! Força...
Daniella

Glau disse...

Querida, novamente do fundo do meu coração ofereço todo meu carinho à vc e à sua família! Eu sinto mto mesmo! De coração!

um beijo grande e um abraço bem quente e forte, Glau

Anônimo disse...

Claudia estou na mesma situacao,acabei de perder o meu pai...ele estava muito bem de saude, contente, animado, e derepente uma veia bluquiou e la esta ele com DEUS por isso sei o que estas a sofrer e muito dificil,olha amiga vamos pedir a Deus forca e coragem para nos ajudar nesta dor..ABRACO... MARY

Nina disse...

Oi, querida,

Você citou Schopenhauer e a filosofia.

Deixo a você Maiakoviski. Parece-me que nem só o DNA explica a sua família. A poesia também. Lembrei-me imediatamente desse poema ao ler o que você escreveu sobre seu irmão.

"Nos demais, todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração".

Fique com Deus, grande beijo.

*¨M a n d a¨* disse...

Oi Claudia...

é muito dificil a dor da perda,ficamos pensando no que foi e no que não será,tbm perdi alguém importante pra mim e foi dificil de superar,mas nessas horas temos que lembrar das coisas boas,nos agarrar as lembranças e continuar vivendo.Restará a saudade,mas a dor, essa que parece nunca cessar,passará com o tempo.

"...O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi,e voou."

[Fernando pessoa]

Paz a você e a toda a sua familia