A autora







Meu nome é Cláudia PAS. Eu sou jornalista, historiadora, geógrafa e escritora carioca e vivo na pequena Trondheim, na Noruega.

Trabalhei para os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico em São Paulo. Durante sete anos eu fui editora de fotografias da Folha Imagem e do UOL.

Atualmente desenvolvo pesquisa sobre agroecologia e produção orgânica na região nordeste do Brasil. Tenho artigos sobre agricultura orgânica, comércio internacional, gerenciamento de recursos hídricos e combato enfurecidamente os subsídios agrícolas que distorcem o comércio internacional de commodities. Defendo a reforma das regras do comércio internacional e sou uma ativista na luta pela reforma agrária, contra o trabalho escravo e contra a expansão do latifúndio monoculturista camuflado sob a bandeira do agronegócio.

Minhas pesquisas demonstram os benefícios sociais da produção de alimentos orgânicos e por isso eu apoio a expansão dos programas de apoio e incentivo à agricultura familiar e orgânica e o fortalecimento das pequenas propriedades de agricultura familiar responsáveis pela produção da maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.



Sou formada em História pela PUC-Rio e fui aluna da pós-graduação em história econômica da USP. Tenho MBA em Derivativos e Informações Financeiras pela FIA-SP e Mestrado em geografia pela Norwegian University of Science and Technology (NTNU) em Trondheim. Minha tese de mestrado tratou do gerenciamento de recursos hídricos no nordeste, tendo como estudo de caso a Transposição do Rio São Francisco. Em meu trabalho de campo viajei pelo sertão nordestino para conhecer a realidade hídrica dos locais que receberão as águas a serem transpostas do São Francisco.

Sou contrária ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional principalmente porque o projeto põe em risco a sobrevivência do rio São Francisco que é um rio extremamente regulado, cujas águas servem a usos múltiplos e está altamente degradado. Além disso, porque a integração do São Francisco reproduz um modelo ultrapassado de gerenciamento de recursos hídricos, um modelo que requer investimentos gigantescos por parte dos governos mas que não atenderá às necessidades hídricas básicas das pequenas comunidades rurais da região do semi-árido. Esse modelo de desenvolvimento, baseado em gigantescas obras de infraestrutura (se vier a funcionar) vai produzir água a um custo altíssimo que vai servir essencialmente para abastecimento urbano e industrial na região das grandes capitais nordestinas. A transposição ameaça concentrar ainda mais os recursos hídricos do nordeste, fato que vai elevar significativamente o custo da água na região.

A região nordeste, como um todo, precisa adotar um melhor sistema de gerenciamento de seus recursos hídricos, priorizar a construção de adutoras, combater o desperdício e a privatização da água, situação que só faz agravar a desigualdade que marca a região. A água é hoje a principal causa dos conflitos e da violência que marcam a sociedade rural brasileira e a nordestina em especial.





Meus blogs refletem um pouco o que eu penso e minha forma de ver o mundo. Minha preocupação com alimentos e comércio justo reflete-se diretamente na comida que eu compro e sirvo para a minha família. Além de alimentos orgânicos, eu gosto de tudo o que é feito em casa e feito à mão. Minha cozinha não exibe equipamentos elétricos de última geração e eu prefiro usar as mãos em tudo o que eu faço. Meu sonho de consumo é um pilão de fazer farinha, daqueles grandes com mais de um metro de altura que eu vi pelo sertão.

Meu blog Sabor Saudade é um blog super nostálgico, quase melancólico, que reflete meu interesse pelos sabores do Brasil e da minha infância. Estou sempre tentando recriar os sabores da minha infância e vivo uma busca sem fim por fazeres, ingredientes e receitas tradicionais do Brasil.

Sou uma entuasiasta da boa comida que para mim não tem nada a ver com sofisticação. Não nutro ambições culinárias de espécie alguma, sou apenas mais uma mãe preocupada e uma pesquisadora ativista que cultiva desejos alimentares intensos e que tem uma fome imensa de Brasil.

No meu mundo nada pode ser mais devastador e triste do que a fome e a desigualdade e é sempre pensando em fome que eu penso em comida. Se você desejar entrar em contato comigo, meu email é:

claudia.bjorgum@gmail.com