sábado, 25 de agosto de 2012

O mundo gira e a Lusitana roda....



Caríssimos. Perdão pelo longo silêncio. O que era para ser uma breve parada, por conta das férias de verão, tornou-se um imenso intervalo de silêncio, enquanto tinha montanhas de coisas legais para contar e mostrar. Uma imensa confusão tomou conta da minha vida recentemente e acho até supreendente que eu tenha conseguido relaxar e sentar para escrever esta postagem.

Estava louca para escrever, para contar, para dividir minha dor e minhas experiências. Fiz muitos planos para esta postagem e espero conseguir escreve aqui um pouco do que eu planejei. Minha vida virou, ficou de pernas para o ar desde a última postagem, naquele já distante mês de julho. Muita coisa rolou este verão (não esqueçam que aqui é verão), coisas boas e ruins e a parte ruim tirou o meu chão e me deixou silenciosa, sem muita força para escrever, mesmo quando desejo muito, não consigo.


Primeiro a bomba, que abalou o meu aqui distante porto seguro: meu pai está muito doente no Rio de Janeiro. Teve uma trombose com complicações nos rins e está desde de final de julho internado. Depois de muitos erros e acertos e diagnósticos eu finalmente estou de malas prontas. Viajo hoje e amanhã vou poder ficar um pouco com o meu pai, ficar de plantão e de vigília, na esperança que ele se recupere. Este processo não foi fácil. Um dos dramas de viver longe de casa, em terra estrangeira, é exatamente este. A gente que tem uma vida estabelecida longe de casa não pode, num piscar de olhos, se materializar do outro lado do oceano. E ter que ficar longe, enquanto alguém que a gente ama muito precisa da gente, é talvez a pior das experiências que alguém pode ter nada vida.

Meu maior pesadelo sempre foi este, imaginar que meus pais poderiam ficar doentes, precisar de mim e eu presa aqui, sem poder embarcar imediatamente. Mas o dia da minha viagem finalmente chegou e amanhã desembarco no Rio de Janeiro. Depois eu conto como tudo correu, com o meu pai e comigo.

E assim passou-se o último mês. Ansiedade, muita ansiedade. Dias cheios, poucas horas de sono e muita tensão. O que ajuda a relaxar é o fato das tarefas domésticas multiplicarem-se durante o verão. São tantas coisas para fazer, tarefas diárias, tantos compromissos, principalmente com a loja e o dia-a-dia da família, da casa e do jardim.

Fora o drama familiar e a loja que devora muito tempo e minha energia, agosto foi um mês de verão, com muitos dias de sol e calor. As framboesas, groselhas e mirtilos gostaram muito deste mês de agosto e frutificam sem parar. Colhemos muitas framboesas no nosso jardim e milhões de groselhas no jardim do vizinho que as detesta. E eu já fiz de tudo um pouco com elas, além de encher os freezers de framboesas, groselhas e mirtilos para os dias sem sabor do futuro inverno.

Espero ter energia para voltar e mostrar tudo. Por hora queria