quarta-feira, 18 de julho de 2012

Hummus (hamos, houmous, hommos, hommus, hummos ou hummous) de Espinafre



Para minha alegria, o nosso jardim está produzindo montes de espinafres este verão. E mesmo diante de alguns fracassos (parte dos vegetais que plantamos este ano não gostaram do verão norueguês) eu estou imensamente feliz com os resultados do ano pois meus espinafres, rúculas e salsinhas estão dando que é uma beleza este ano. Eu em geral me dedico mais as frutas, das framboesas, ameixas e maças. O Per é quem trabalha mais pesado com as "camas" de vegetais. Mas este ano eu me dediquei um pouco mais pois desejo colher muito espinafre e está compensando. Espinafres é uma das minhas folhas favoritas e cai bem em tudo...


Diante da fartura de espinafres, eu tenho aproveitado para coloca-los espinafres em tudo o que posso. Eu adoro em saladas, com raspinhas de maça e pepino e molho de azeite de avelãs. Adoro adicionar em vitaminar, para energizar ainda mais. E em todo tipo de molhos e sopas, para deixa mais nutritivo e dar cor. Hoje eu resolvi misturar com o grão de bico e fazer um hummus de espinafre. Não coloquei muitas folhas, apenas duas xícaras e, por isso, não esverdeou demais. Mas dá para colocar mais, adicionar um tanto de água para não ficar grosso demais e bater junto com os demais ingredientes.

Mas cuidado: Espinafres orgânicos produzidos no quintal de casa promovem uma carga incalculável de alegria e prazer, controle-se...




Meu Hummus de Espinafre



200g de grão de bico cozido
100 a 200ml da água do cozimento do grão de bico
4 colheres bem cheias de tahini (massa de gergelim pura)
100 ml de suco limão (use menos ou mais se desejar)
2 dentes de alho
2 xícaras de espinafre fresco lavado
sal a gosto
pitadinha de cominho em pó (opcional)
3 a 4 colheres de sopa de óleo de gergelim não refinado (prensado a frio)
4 a 6 colheres de sopa de azeite extra virgem (use mais ou menos, se preferir)
1 xícara de salsinha picada (use mais, ou menos, se preferir)
paprica para salpicar (opcional)
curcuma para salpicar (opcional)

Como:

Deixe os grãos de bico de molho em água fria por uma noite. No dia seguinte escorra a água do molho, lave os grãos e coloque-os numa panela. Cubra os grãos com água fresca, leve a panela ao fogo médio e deixe que o grão de bico ferva até cozinhar (30 a 40 minutos). Depois de cozidos, escorra a água e reserve parte dela para processar a mistura. Importante começar a preparar o hommus enquanto os grãos ainda estiverem quentes pois eles vão formar uma mistura mais homogênea quando processado quente. Coloque os grãos ainda quentes no copo de um liquidificador/processador/mixer de mão. Adicione o tahine, o alho, os espinafres, uma boa parte da salsinha e uma parte da água, o suficiente para ajudar a bater a misturar. Processe até obter uma espécie de vitamina bem grossa (de 1 a 2 minutos). Abra o liquidificador/processador e adicione o óleo de gergelim, o suco de limão e mais água, se necessário, e processe um pouco mais (1 a 2 minutos). Prove e adicione sal, pimenta do reino, cominho e mais limão e água, se necessário, e processe um tanto mais. Transfira para um tigela, faça uma cova no centro, adicione o azeite e a salsa picada. Salpique curcuma e paprica e sirva do jeito que preferir. Eu deixo esfriar antes de servir. Mas sirva quente se desejar.



Obs. 1 - O segredo de um bom hommus está na textura. Há quem prefira hummus mais aguado, outros hummus mais grosso. O segredo é processar quente, usar a água do cozimento comedidamente, adicionando aos poucos. Nada de derramar uma xícara de água quente no liquidificar e depois ficar com um hommus aguado... Adicione água aos poucos.

Obs. 2 - A adição do espinafre não altera o sabor, pois espinafre não tem gosto de nada, mas altera a textura e você vai precisar adicinar mais água do que o normal para obter uma boa consistência na hora de processar. Se usar espinafres congelados (o que eu não recomendo) vai precisar de menos água.

Obs. 3 - O tempero do hummus fica ao gosto do freguês. Use menos alho se preferir e mais ou menos suco de limão. Alho e limão fazem um bela diferença no resultado final. Eu sempre uso alho demais, mas gosto assim. Se preferir um sabor mais suave de alho, use um dente apenas. Também adoro usar bastante óleo de gergelim, tahine e suco de limão. E só adiciono azeite no final. Eu também adiciono um tanto de salsinha na hora de processar.



PS. Lembre que sexta-feira é o último dia para comentar e concorrer a um pacote de 200g de giandujotti...






quarta-feira, 11 de julho de 2012

Meu Angu com Molho de Carne Moída: Mas Chame de Polenta se Desejar...



Vou entrar fazendo uma declaração radical. Eu não tenho paciência para produzir fotos de comida. Zero disposição para produzir e fotografar. Com fome então, nem se fala, simplesmente não consigo. E este é o principal motivo pelo qual eu raramente publico pratos salgados neste blog. Eu cozinho para a minha família e, consequentemente, é difícil cozinhar e fotografar antes de servir jantar. Está todo mundo com fome, eu inclusive, não dá para esperar. Mas eu estou tentando mudar isso já que estou tentando dar uma nova direção a este blog. Ainda que o cardápio salgado seja muito simples, e vou me esforçar para quebrar o padrão e mostrar muita "jantinha" por aqui.

Mais uma declaração radical. Eu estou deixando de comer açúcar (sic). Espero que ninguém tenha caído da cadeira diante desta revelação. Sim, desejo parar com o açúcar mesmo, mas ainda não é um parar radical. Mas já estou reduzindo muito, substituindo açúcar refinado eu já substitui. Mas quero ir mais fundo, dar uma desintoxicada. Açúcar é um assunto longo e delicado, mas tenho tanta coisa para falar sobre ele que acho que preciso começar uma série de postagens sobre isso.

(Angu deliciosamente encoberto por uma nuvem verde de rúculas e espinafres do jardim)

(E com uma camada de salsinha fresca picada, também do jardim)


Mas, enfim, uma nova tendência se desenvolve por estas páginas, a começar pelo aparecimento de um número maior de pratos salgados, ainda que representados por fotografias cada vez mais mambembes. Sinto informar, mas a paciência para fotografar está me abandonando, equipamento novos e pesados já não me seduzem mais, me cansam... E enquanto centenas blogueiros de todo o mundo viram fotógrafos apaixonados a cada dia, eu, que já fui uma fotógrafa profissional, editora de fotografias da Agência Folha (de S.Paulo) por quase sete anos, assisto calada cair por terra o traje gasto do meu antigo ofício. E me desfaço dele sem dor.

O fato é que, para mim, nos dias de hoje, as fotos cansam, a estética dominante anda repetitiva e sem graça. Claro que eu produzo, reproduzo, faço parte da maioria, e compreendo a fascinação das pessoas, mas não me emociona mais e esta sensação me deixa um tanto paralisada. Inúmeras são as postagens que perdi para sempre em função das fotos que não consigo publicar e/ou deixei de fazer. A nível estético o que ainda me encanta na fotografia hoje é uma espécie de primitivismo, uma imagem quase que construída a mão e produzida artesanalmente por alguns poucos fotógrafos. Preciso de outra fotografia, uma foto que não serve para o blog. Crise quase que total.

Eu não gostaria de ver a fotografia voltar no tempo. Claro que não. Mas a repetição do modelo, quase viciado, criado a partir da facilidade proporcionada pela foto digital e seus truques de edição, me cansa... Gosto de uma foto mais primitiva, mais rústica, riscada, marcas de luz num papel...imagens sujas e tremidas. É estou noutra direção mesmo. Mas mudando de assunto....


As imagens de hoje saem como um parto, para constar, fazer número, desprovidas de tudo. O que elas deveriam mostrar? Uma imensa saudade do Rio de Janeiro. Uma saudade que dói, dói muito. Vontade de andar sobre pedras portuguesas, de comer comida de botequim. Vontade de respirar fundo e sentir o cheiro de ar muito úmido, vontade de pegar um temporal e sentir calor forte, calor de verdade. Vontade de cheiro de maresia, água de coco de verdade, línguiça frita, pastel, empada, croquete. Angu do Gomes. E aqui está. Angu do meu jeito. Angu com molho de carne moída. Sei que há quem prefira chamar angú de polenta, mas como carioca e brasileira orgulhosa que sou, essa bola eu não passo para os italianos. Não é o tradicional angú com sarapatel, é apenas a minha versão, para lembrar dos sabores do meu Rio de Janeiro. Para completar uma nuvem de verduras frescas, recém colhidas do nosso jardim: rúcula, espinafre e salsinha.



Angu com carne moída


Para o molho de carne moída

400g de carne moída (use a carne que preferir)
1 colher de sopa de óleo de coco extra virgem
1 cebola grande picada
3 dentes de alho grandes raladinhos
2 talos de cebolinha picada
1/4 de pimentão vermelho picadinho bem pequenininho
1 lata de tomates cereja em suco de tomate
4 a 6 colheres de chá de uma mistura de páprica, cominho, semente de coentro, curcuma, canela e pimenta do reino
salsa a gosto
200ml de vinho branco
300ml de água
sal a gosto


Como:

Primeiro prepare o molho e deixe cozinhar em fogo baixo para apurar bem. Em fogo alto esquente o óleo de coco, doure a carne, doure a cebola e o alho, cuidado para não queimar. Adicione o vinho, abaixe o fogo para médio, deixe a carne cozinhar um pouco até evaporar o vinho. Adicione os temperos, sal e a água e deixe cozinhar. Adicione mais água se precisar. Quando a carne estive no ponto adicione os tomates em suco de tomate e deixe ferver por uns 5 minutos (você não quer que os tomates quebrem. Quando estiver pronto adicione a cebolinha e a salsinha.

Para o angú


200g de farinha de milho para angú (fubá grosso)
1,5 litro de água ou caldo de legumes caseiro (nada de cubinho!!)
Sal a gosto

Como:

Enquanto a carne cozinha prepare o angú. Ferva 1,5 litro de caldo de legumes ou frango ou água com sal mesmo. Quando ferver adicione a farinha de milho, aos poucos e usando um fouet mexa bem para incorporar e não embolar. Abaixe o fogo pois quando ferver vai começar a espirrar. Deixe ferver por uns 10 minutos ou até que a massa solte do fundo da panela. Atenção para não agarrar e queimar. Sirva imediatamente com molho de carne da sua preferência e salada verde.




terça-feira, 10 de julho de 2012

Giandujotti para presente





Como prometido, vou sortear mais chocolate, mas desta vez via blog. Aproveitar que é inverno no Brasil e dá mais vontade de comer chocolate. Vou sortear dois sortudos que irão receber uma sacola com 200g de Giandujotti Venchi ao leite cada um. Antes de mais nada deixe-me explicar uma coisa. Em italiano a coisa funciona assim:

Um bombom Giandujotto no singular
Dois bombons Giandujotti no plural




Como concorrer:

Torne-se fã da página da minha loja Doce Vika no Facebook e deixe um comentário aqui nesta postagem.

Quando chegar a hora de sortear, eu vou sortear os comentários desta postagem e depois checar no Facebook para ver se o sorteado curte a loja, tá? Se não curtir eu sortearei outro nome. Lembre que a Doce Vika é a patrocinadora deste sorteio e ela precisa sempre de novos fãs!

O sorteado pode estar em qualquer lugar do mundo, tá bem? Espero sortear endereços no hemisfério sul para evitar a mico de mandar chocolate para lugares europeus em pleno alto verão...

Mas, por favor, não deixe comentário na página do facebook do Sabor Saudade nem da Doce Vika pois eles não serão incluídos. Você pode comentar no Facebook o que desejar, adoro comentários, mas os comentários sorteados serão apenas os feitos aqui no blog.

Portanto, trate de "curtir"/"like" e deixar um comentário qualquer (mas gentil) aqui que você está dentro!


Sorteio dia 20 de julho!


Sobre o Giandujotto:

É um bombom tradicional italiano feito da mistura de massa de cacau com massa de avelãs do Piemonte, Itália, baizada de gianduja (gianduia). Também pode ser feito com outras nozes.

O primeiro bombom feito a partir da pasta gianduia (gianduja) foi produzido em Turim para o Carnaval de 1865. O bombom original, moldado em forma de cone ou de uma pequena montanha, era coberto por um fino papel dourado que lembrava a máscara de Carnaval tradicional de Turim, conhecida como Gianduja. O chocolate foi então batizado como giandujotto para homenagear a máscara dourada carnavalesca. O formato tradicional do bombom em forma de cone ou triangular também seria adotada como homenagem as montanhas do Piemonte de onde saem as avelãs usadas no bombom e onde foi produzido o Giandujotto.

Segundo Gigi Padovani, historiador italiano, o chocolate giandujotto foi o primeiro bombom de chocolate embalado individualmente vendido no mundo. De acordo com Padovani, que escreveu um livro sobre pasta gianduia, até que os suiços descobrirem as técnicas para preservação e empacotamento das barras de chocolate o giandujotto permaneceu com o único bombom de chocolate 'vestido' feito na Europa.

Desde então o giandujotto ou giandujot, assim como outros produtos feitos a partir da pasta gianduia tornaram-se marcas registradas, controladas, mas bombons gianduja, ou gianduia, são produzidos em todo canto e sempre embrulhados em papel dourado. Em algumas caixas de bombons pralinés o bombom gianduja é o único que vem embrulhado, geralmente em papel dourado. Alguns chocolates belgas o produzem o bombom gianduia em forma de cone, parecendo um cone de sorvete com o creme de gianduia saindo do cone de papel dourado.

A Venchi produz o giandujotto desde 1878 em hoje poduz 3 tipos de giandujotto embrulhados em papeis de cores diferentes:

Giandujotto antica recetta embrulhado em papel verde,

O Giandujotti Fondenti com cobertura de chocolate amargo e embrulhado em papel dourado, e o giandujotto sem açúcar em papel prateado.

(Giandujotto prateado é feito sem açúcar, adoçado com maltitol)


domingo, 8 de julho de 2012

Canja de galinha com quinoa





Canja de galinha é uma das maravilhas do meu mundo. Uma tradição familiar. Uma receita simples e poderosa: carne de galinha ou frango, cebolas, cenouras, arroz e salsa fresca. É uma carícia para o estômago, uma beleza, perfeita, não há o que melhorar. Mesmo assim eu tinha que experimentar canja com quinoa. Era simplesmente irresistível já que quinoa é uma tentação, perfeita para ser adicionada a tudo, já que tem sabor neutro. E ficou perfeita minha canja com quinoa. E um tanto mais nutritiva do que com arroz branco. Quero frisar que sou defensora do arroz na canja, mas gosto de variar, e já que tinha quinoa em pronta, eu usei. Se você não tem quinoa, faça uma canja com arroz mesmo pois canja é tão bom que eu ainda acredito que ressuscite até defunto.

Cozinhar quinoa é fácil, mas é fundamental lavar bem as sementinhas e deixa-las de molho durante a noite ou por pelo menos duas horas. Ao deixar de molho as sementes ficam mais fáceis de digerir e perdem um certo amargo natural. O processo de cozinhar quinoa é idêntico ao do arroz. Uma parte de quinoa (lavada e demolhada) para duas de água. Use sal a gosto e se desejar refogue cebola e/ou alho para dar mais sabor.


Canja da Bisavó, com Quinoa

300 gramas de carne de frango e/ou galinha (use o que preferir)
1 cebola grande ou duas pequenas cortadas do jeito que você preferir
6 cenouras pequenas em rodelas
1 dentinho de alho esmagado
sal e pimenta a gosto
1 colher de sopa de óleo extra virgem de coco para dourar a galinha
Bastante salsinha fresca ou seca picada
2 litros de água fervente e/ou caldo de frango ou legumes
1 1/2 xícara de quinoa já cozida

Como:

Coloque o óleo para esquentar em fogo alto. Adicione os pedaços de carne de galinha e deixe dourar, virando para dourar os dois lados. Adicione a cebola e deixe que cozinhe levemente até ficar translúcidas. Adicione o alho e deixe dourar levemente. Abaixe o fogo para médio-baixo e adicione a água fervente, aos poucos, com cuidado para não espirrar. Adicione a cenoura e deixe cozinhar. Quando a cenoura estiver cozida abaixe o fogo para baixo e adicione o sal, pimenta, salsa e prove. Se precisar cozinhe um pouco mais.

Na hora de servir coloque algumas colheres de sopa de quinoa cozida no fundo do prato de sopa e sirva a sopa por cima.

Rende 4 a 5 pratos.




Como cozinhar quinoa:


Se você está acostumada a cozinha "arroz a brasileira" (lavado e refogado) vai achar muito fácil cozinhar quinoa, pois é exatamente igual. Mas quinoa pode ter um gostinho esquisito se não for deixada de molho e bem lavada. Por isso, antes de cozinhar, deixe a quinoa de molho por uma noite, ou pelo menos duas horas, e depois lave lave bem até a água sair branca. Refogue cebola, se desejar, adicione uma parte de quinoa e cubra com duas partes de água e cozinhe em fogo médio até secar. Eu não refoguei nem coloquei sal pois dá para adicionar a quinoa também à receitas doces.

Eu gosto de adicionar a quinoa já cozida à saladas, sopas e pudins.