quarta-feira, 28 de abril de 2010

Creme de amêndoas com gelatina de laranja vermelha...



Ando sumida apesar de ter cozinhado feito uma louca durante os últimos dias. Entre outras coisas eu e Per fomos responsáveis pelo almoço do elenco da peça da escola que ensaiaria o sábado inteiro. As preparações começaram com as compras na quinta-feira e tudo o que podia ser feito com antecedência. O cardápio foi longo já que o mesmo incluiu almoço e dois lanches. Ontem eu ainda precisei preparar comida para servir durante a festa de encerramento da equipe de handball da Estela. Eles fazem uma festa grande para todas as equipes infanto-juvenis de handball do clube e os pais preparam tudo o que vai ser servido no jantar. Eu ainda estava responsável por ajudar a arrumar e "limpar" a mesa durante o jantar. Tipo repondo bandejas vazias, reposicionando pratos, as cestas de pães etc. A coisa aqui funciona bem se todo mundo ajudar e, por isso, todo mundo deveria ajudar. Mas quem disse? Eu tento fazer a minha parte para que o show não pare e as crianças se divirtam. Mas que o ritmo é pesado, é...



E por causa do cansaço, acho, Estela e eu caímos resfriadas no domingo. Mas ontem saímos porque tinhamos a festa do clube. Mas hoje estou bem melhor, garganta ainda queimando, mas sem dores de ouvido e de cabeça. Hoje eu consegui achar alguma energia para finalizar esta postangem que comecei há coisa de uma semana, acho. Fazia tempo que eu queria experimentar um creminho de amêndoas sem ovos, tipo panna cotta com laranja. Eu fiquei com mais vontade de adicionar laranja ao meu creme de amêndoas depois de ver uma panna cotta de laranja no blog da Dani. O resultado é uma daquelas receitas muito simples e sedutoras que eu não me canso de comer.




Primeiro eu pensei em usar meu leite de amêndoas nesta receita, junto com o licor de amêndoas, mas no fim eu achei que meu leite de amêndoas ficou muito sem graça e com uma aparência esquisita e por isso resolvi usar leite desnatado além de creme de leite. Eu raramente uso creme de leite mas achei que iria dar uma "liga" melhor com o licor de amêndoas já que eu iria usar leite de amêndoas que é muito leve. O par perfeito para o creme de amêndoas acabou sendo uma gelatina de laranjas vermelhas que além de estarem a mão de quebra estavam super saborosas, com sabor de laranja pera madura e na estação...



Creme de amêndoas


300 ml de creme de leite
300 ml de leite desnatado
3 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de licor de amêndoas (usei Disaronno)
3 colheres de chá de gelatina em pó

Como:

Numa panela de fundo grosso coloque o creme de leite, o leite e o açúcar cozinhe em fogo médio até ferver. Enquanto o leite cozinha hidrate a gelatina em 50 ml de água gelada. Se for usar folhas de gelatina amoleça-as em água. Quando a mistura de leite e creme ferver retire a panelinha do fogo e adicione a gelatina amolecida e mexa bem para dissolver a gelatina totalmente. Volte a gelatina ao fogo se precisar de mais calor para dissolver. Deixe esfriar levemente antes de adicione o licor de amêndoas e mexa suavemente para incorporar. Distribua a mistura em tacinhas ou xicaras de café ou vidro e leve para gelar por pelo 3 horas antes de servir. Sirva com calda ou gelatina de laranjas.

Rende 6 porções com cerca de 125ml cada.




Gelatina de laranja vermelha


200 a 220ml de suco de laranja (equivale ao suco de 3 laranjas)
2 colheres de sopa de açúcar (use a gosto)
1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor

Como:

Esprema as frutas para retirar o suco e peneire. Coloque o sucos de laranja e o açúcar em uma panela de fundo grosso e aqueça em fogo médio até ferver. Enquanto isso coloque cerca 50 ml de água gelada num potinho fundo, polvilhe a gelatina em pó sobre a água gelada e deixe até que a gelatina se hiddrate e cresça. Se for usar uma folha de gelatina é mais fácil ainda, coloque a folha em água gelada até amolecer. Quando o suco de laranja ferver retire a paneinha do fogo e adicione a gelatina amolecida (no caso da folha escorra a água apertando a folha com a mão). Mexa bem até dissolver totalmente. Deve dissolver bem rápido, mas se por acaso a gelatina não dissolver totalmente volte a panelinha ao fogo médio e mexa bem até que esteja totalmente dissolvida.

Deixe esfriar fora da geladeira e, antes que comece a endurecer, coloque uma camada de gelatina nos potinhos sobre o creme de amêndoas já duros. Coloque para gelar por cerca de 3 a 4 horas.

Rende gelatina suficiente para cobrir as 6 porções individuais de 120ml de creme de amêndoas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Macarons de cacau recheados (finalmente) com chocolate...



Eu sei que eu ando me repetindo bastante. As vezes penso que, talvez, a repetição é prova de que sou dona de um gosto muito específico, ou melhor, limitado. Que dou voltas ao redor do mesmo lugar e por aí eu fico. No caso, eu sou louca por doces de ovos, gemados e suspirados em geral e aí volta e meia eles entram em cena. Ou melhor, eles nunca saem de cena. Se não é suspiro quem está por aqui hoje, é um merengue, se não é merengue são biscoitos amaretti, se não são amaretti é uma torta feita de amaretti, se não é torta de amaretti é pudim de gemas e baunilha. Hoje são macarons de cacau, uma versão mais "limpa" do biscoito amaretti de chocolate.



Na semana passada eu fiz amaretti de chocolate e os danados ficaram uma delícia apesar de excessivamente duros, assei tempo demais e depois de frios foram endurecendo terrivelmente. Resultado, parte da fornada virou uma torta de amaretti de chocolate. A torta de amaretti, nenhuma novidade por aqui, vai voltar em breve em suaversão chocolate. Enquanto a novidade de hoje são os macaronzinhos "casados" e recheados coisa que eu faço muito de vez em quando. É que eu gosto de comer macarons como um biscoitinho simples mesmo, acompanhando café, depois do jantar e porque acho a maior chatice do mundo casar e rechear macarons. Mas, atendendo a pedidos, desta vez eu os fiz recheados com uma ganache de chocolate, o que no Brasil chamamos de trufados...



Eu gosto de macarons recheados, claro, mas prefiro come-los sem recheio. Acho que com recheio o macaron perde um pouco a "aura" de suspirinhos de amêndoas. Tentei adicionar bastante recheio e faze-lo bem pequenos, tipo Luxemburgerli. Uma das maneira de deixar o macaron com cara de Luxemburgerli é reduzindo um pouco a quantidade de farinha de amêndoas da massa já que são mais aerados. Desse modo eu usei apenas 110 gramas de farinha de amêndoas deixando o resultado mais aerado, mas não menos saboroso e não menos mastigável, como um bom macaron deve ser.



No domingo fomos a um brechó (loppemarked) aqui pertinho de casa. Funcionava durante o final de semana apenas e era um brechózão, tinha muita coisa boa e barata. Para se ter uma idéia, tinha uma máquina de fazer pão praticamente nova que custava NOK 10 ou R$ 3,30 que eu vi abri, conferi mas não comprei. Era uma chance de experimentar se eu gostava mas simplesmente não me interessa ter uma máquina de fazer pão. Mas comprei outras coisas ótimas e baratérrimas. Este dois potinhos de coração cor de rosa são refratários e custaram NOK 2,00 cada, cerca de R$ 0,70. Já o potinho em formado de flor de cereja é japonês e custou NOK 3,00 = R$ 1,00.

Gastamos NOK 544,00, ganhamos um desconto e pagamos apenas NOK 500,00 por tudo e eu comprei um montão de coisas adoráveis para a casa, mas como fomos a tarde, apesar de cheio de coisas eu vi coisas incríveis que já estavam vendidas, principalmente móveis... Ainda vi umas espreguiçadeiras de jardim maravilhosas, antigas, baratíssimas e em excelente estado que gritavam o meu nome, mas como não fomos cedo, mas a tarde, quando cheguei elas já portavam adesivos com a triste palavra "vendido"!!!



Macarons de cacau com recheio de chocolate

110 gramas de claras (cerca de quatro claras)
110 gramas de farinha de amêndoas descascadas
200 gramas de açúcar de confeiteiro comum
50 gramas de açúcar comum
3 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar

Como:

Antes de mais nada gostaria de lembrar que existem milhões de sites descrevendo em detalhes as técnicas para fazer este biscoito simples ficar com a carinha de macaron, se você estiver em dúvida confira outros métodos. Se desejar arriscar vai produzir um biscoito delicioso mesmo que o resultado final fique com a cara amassada ou arrepiada, mais para suspiro do que para macaron, pois a base desse biscoito é deliciosa de qualquer jeito.

Mas para ficar com a carinha lisa por cima e enrugada na base é recomendável deixar as claras fora de geladeira, desidratando (envelhecendo) por uns dias. Desta vez eu não planejava fazer macarons e, sem querer, deixei as claras cinco dias para lá e para cá, entrando e saindo da geladeira, cobertas por um pires. Eu já temia que as claras não fossem subir mais, mas subiram.

1. Prepare a farinha de amêndoas processando as amêndoas com o açúcar de de confeiteiro e o cacau no processador para obter uma farinha fina. Atenção para não bater demais e deixar a farinha muito gordurosa. Depois passe a mistura pela peneira e então pese para saber quantas partes de amêndoas sobraram na peneira. Você vai precisar calcular a quantidade a ser triturada levando em consideração a quantidade de amêndoas que vão sobrar na peneira. Reserve a farinha pesada e peneirada.

2. Bata as claras até formar o suspiro. Eu bato as claras a frio, método chamado de francês, mas há quem prefira o suspiro batido quente, modo italiano. A quente ele resiste por mais tempo do que se feito a frio, mas é mais complicado e se você não vai vender biscoitos por aí, não precisa... Comece batendo as claras em neve, quando começarem a endurecer adicione o açúcar comum, uma colher de cada vez e bata até formar um suspiro brilhante e duro. Cuidado para não bater demais e deixar o suspiro quebradiço.





3. Adicione aos poucos o suspiro à mistura de açúcar de confeiteiro, cacau e amêndoas e mexa suavemente, mexendo a espátula de baixo para cima, até incorporar totalmente a farinha aos suspiro. Não mexa demais, apenas o suficiente para que obter uma mistura homogênea, sem traços de farinha nem de suspiro. Faça um teste para saber se está no ponto: coloque uma colheradinha de massa num pires. Se a massa se espalhar (mas não muito) e ficar totalmente lisa na parte do domo, sem arrepiado como um suspiro, ela está no ponto. Se o círculo de massa não ficar liso mas tiver uma pontinha arrepiada típica de suspiros bata a massa um pouco mais. A mistura estará no ponto de macarons quando o tomo de massa ficar lisinho.

4. Usando um saco de confeiteiro, ou colherzinha, forme círculos de massa em tabuleiros forrados com papel manteiga (você vai precisa quatro tabuleiros grandes) e deixe que os biscoitos recém formados sequem por cerca de 30 minutos, ou até que formem uma casquinha dura, antes de assar. Asse por 10 minutos a 150C. Você vai precisar conhecer bem o seu forno para obter os melhores resultados pois o tempo de forno pode arruinar o resultado final.

5. Depois de assados retire o papel com os macarons assados da forma e deixe-os esfriar antes de retira-los do papel. Eu nunca tive problema para retirar os biscoitos do papel manteiga depois de frios, soltam que é uma beleza, mas aqui é um lugar muito seco, talvez em ambientes mais úmidos seja mais difícil retira-los do papel.

Rende cerca de 40 a 50 casadinhos, 80 a 100 biscoitinhos, dependendo do tamanho do biscoito que você faça.



Recheio de ganache de chocolate

100 gramas de chocolate amargo (usei 50% de cacau)
60 ml de creme de leite

Como:

Rale ou raspe o chocolate com uma faca grande e limpa sobre uma tábua de madeira também limpa. Coloque o chocolate num pote de vidro. Ferva o creme de leite e coloque sobre o chocolate e mexa vigorosamente para incorporar totalmente. Deixe esfriar para dar uma leve endurecida e use-o como recheio dos macarons. Não leve a geladeira pois vai endurecer demais e ficará impossível usar como recheio. Se desejar dar mais brilho ao recheio adicione uma colher de sopa de manteiga ao chocolate derretido.

domingo, 18 de abril de 2010

Você diz primavera...



Mas eu digo pesadelo! Não dá para acreditar. Desde de sexta-feira que tem nevado todos os dias e as fotos desta postagem foram tiradas agora a tarde. A temperatura sob um pouco, a neve derrete, mas aí neva novamente. Há uma neve característica de abril, como se alguém estivesse faxinando as nuvens e esvaziando os estoques para começar a nova estação. Gostaria de ter a mente menos avessa a fantasias e acreditar nisso. Por hora neva, venta e faz frio. Nem a maturidade de mais uma primavera pessoal, completada e celebrada entre amigos ontem, ajuda a abstrair. Neva e faz frio e já estamos na segunda metade de abril...





Para ajudar a pensar na primavera eu namoro os lírios cor de rosa que ganhei da minha filha. Ela outro dia me perguntou: mãe, qual sua flor favorita? Eu falei que não sabia, mas que gostava de flores cor de rosa mais do que qualquer outra cor, qualquer flor, eu disse, desde que seja cor de rosa é a minha favorita. Ela saiu com o Per e escolheu os lírios cor de rosa para me oferecer no dia de ontem. Além dos lírios recebi orquídeas e copos de leite imensos e brancos dos meninos da casa. E a casa aqui está cheia de orquídeas, brancas e cor de rosa, cada vaso mais lindo do que o outro, presentes da cunhada e de uma amiga querida.




E haja vasos de flores para me fazer esquecer a neve que caí sem piedade lá fora...E haja brigadeiros. Brigadeiros fizeram parte da surpresa que duas amigas brasileiras queridíssimas, uma paulistana e uma potiguar, aprontaram para mim ontem e conseguiram me emocionar. Foi assim, enquanto eu servia fatias de bolo de coco com doce de leite e café para meus sogros e cunhados as duas chegaram arrasando com balões, línguas de sogra, chapéus, bolo cheio de velinhas e uma bandeja enorme de brigadeiros de chocolate. As duas passaram a manhã enrolando brigadeiros para mim, pode? Pode haver amigas mais especiais do que estas duas? E uma bandeja inteira de brigadeiros praticamente toda para mim eum bolo enorme... Ainda ganhei dessas duas uma garrafa de manteiga de garrafa, trazida diretamente do Rio Grande do Norte e uma caixa de bombons suiços. Nada mal para quem não gosta de celebrar anos, não? Imagina se eu gostasse...



Pois não era um jardim assim que eu esperava mostrar aqui hoje para vocês... mas um jardim como o da foto abaixo. Espero que a coisa não demore muito a melhorar por aqui...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sonhando com a nova estação e um merengue de chocolate


Chamem-me de masoquista, já que eu atualmente vivo num lugar onde as estações do ano existem de fato e são umas carrascas cruéis. Eu detesto com todas as minhas forças as mudanças promovidas pelas idas e vindas das estações do ano. Eu amo a regularidade dos trópicos, a singela e reconfortante harmonia que caracteriza a passagem entre os períodos de seca e de chuva. Eu só funciono perfeitamente se for no esquema 12 horas, quando dias e noites passam com duração praticamente inalterada e esta será, para sempre, a minha desculpa preferida para todos os meus contratempos.


É a minha natureza que me faz loucamente apaixonada pelo ritmo de vida nos Estados do Norte e Nordeste do Brasil, onde o sol se levanta cedo, todos os dias do ano praticamente no mesmo horário, convidando à vida e onde a noite caí fiel e sem atraso, convidando ao descanso e ao relaxamento. O meu Rio tão amado está ficando a cada dia mais monótono já que por lá já são 12 meses de calor e de chuva. Eu gosto e preciso dos períodos de estiagem...





Com o orçamento para minha pesquisa de campo saindo do caderno eu estou fazendo tudo o que posso para colocar o Ceará dentro da área da minha pesquisa cujo financiamento (eu estou otimista) há de sair este ano. Afe, se não sair, eu não sei o que faço. Até o momento, ao que tudo indica, vou circular dentro dos limites dos territórios pernambucano e potiguar. Mas considerando que Petrolina e Juazeiro são as duas faces da mesma curva do rio São Francisco, acho que também poderei circular livremente por uma pequena parte do território baiano. Se eu pudesse fazia as malas agora, enquanto uma neve absurda e sem nenhum sentido insiste em cair lá fora, em Abril!!!!


Ontem a casa estava cheia e para mostrar como eu sou repetitiva mas super boazinha eu repeti o sucesso daquele merengue, desta vez em versão chocolate. Eu adoro suspiros de chocolate, já publiquei algumas receitas de suspiros de chocolate sendo que a minha favorita é aquele feito com chocolate derretido e não com pó de cacau. Mas este meu merengue de hoje ficou bem ao estilo Pav, uma neozelandesa quase autêntica. Dentre todas as frutas que eu não comi quando era criança, que são poucas, kiwi é a minha favorita. Eu sou louca por kiwis e acho esta uma das frutas mais incríveis e deliciosas dentre todas as frutas não nativas do Brasil e da América do Sul. E olha que a manga é nativa da Índia.




Enfim, aqui também não há kiwis chineses, que até hoje ainda não consegui provar. Nem kiwis amarelos. Aqui apenas kiwis verdes que são hora italianos, hora neozelandeses, mas ambos muito bons pois kiwi é fruta que amadurece sem traumas e estão sempre saborosas mesmo tendo sido colhidas ainda verde. Mas precisa deixar amadurecer. Exatamente como o melão. Na minha opinião a santíssima trindade das frutas "comíveis" por aqui, neste canto ao norte do planeta, 12 meses por ano são: bananas (equatorianas ou colombianas), melões brasileiros (potiguar) e kiwis... O meu merengue de chocolate levou raspas de chocolate, fatias de banana e kiwis que estavam perfeitos.

Este merengue foi a melhor sobremesa que eu fiz este ano, preciso frisar. Acabou num piscar de olhos e não foi possível fotografar nenhuma fatia. O merengue em si ficou com a mesma consistência daquele de limão do mês passado, crocante por fora e mastigável por dentro, mas a mistura do sabor das claras com o cacau, do creme com as bananas e kiwis e as raspas de chocolate foi especial, ficou um sonho. Uma sobremesa superior. Bananas e kiwis são mais gostosas, mais intensas, muito mais frutas do que framboesas e mirtilos. Enfim, é covardia minha fazer comparações? Ou vocês concordam comigo?





Merengue tipo Pav de chocolate

150 m de claras (5 claras)
300 gramas de açúcar
3 colheres de sopa bem cheias de cacau puro em pó sem açúcar
1 colher de chá de vinagre
400 ml de creme de leite para chantilly
2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de extrato natural de baunilha
2 bananas maduras d'água
2 kiwis maduros
50 gramas de chocolate amargo para decorar


Como:

Aqueça o forno a 160C. Bata as claras em neve, quando as claras estiverem no ficando duras comece a adicionar o açúcar, aos poucos e continue batendo até formar um suspiro duro mas brilhante, nada quebradiço. Adicione então o cacau e o vinagre e usando uma uma colher de metal, ou de pau, mexa para incorporar. Forre uma forma com papel manteiga e transfira a massa para a forma formando um grande círculo de suspiro. Nivele com a colher, ou espátula e coloque no forno. Na hora que colocar no forno reduza a temperatura para 140C. Deixe assar por uma hora a uma hora e meia, dependendo do teu forno pode demorar um pouco mais, ou até que forme uma casca dura por fora mas por dentro ainda esteja macio. Retire do forno e deixe esfriar antes de transferir para um prato e decorar.

Na hora de decorar bata o creme de leite com o açúcar de confeiteiro até formar um chantilly duro. Adicione a baunilha e mexa um pouco mais para incorporar. Coloque o creme por sobre o suspiro formando uma camada grossa. Decore com bananas, salpique raspas de chocolate amargo e cobra bananas e chocolate com uma camada de kiwis fatiados bem finos.

Sirva imediatamente.

Serve 6 a 8 pessoas






Num momento verde uma fotinha da minhas salsinha e de uma planta que eu consegui trazer do jardim da casa do meu primo em São Paulo. Fernandinha, esta foto é para mostrar que aquele galhinho que eu trouxe enrolado num guardanapo de papel molhado e enrolado num saco de plástico chegou aqui são e salvo, cresceu, está crescendo e gostando da vista para o fiorde.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estrelinhas de fubá, bolas de neve e torta de abobrinha...



No domingo passado uns amigos passaram por aqui para um piquenique na praia. Estava frio mas munidos de vários cobertores e colchonetes fomos para a praia fazer nossa refeição. Eu tinha feito umas "bolas de neve" com a sobra de um farinha de amêndoas, mas queria levar uns biscoitinhos frescos para o piquenique e resolvi fazer uns biscoitinhos de fubá com laranja. Os biscoitinhos ficaram ótimos, super crocantinhos e levei uma caixinha com os dois tipos de biscoitos para o piquenique. As bolas de neve ficaram bem mas saborosas desta vez, com sabor mais intenso tanto de canela como de baunilha e de amêndoas. Muito interessante como os resultados podem ser diferentes cada vez que se faz a mesma receita de um biscoito. Uma canela em pó bem fresca, farinha de amêndoas mais tostadas que o normal e um açúcar de confeiteiro de baunilha ao invés do açúcar de confeiteiro normal e o sabor do biscoito dá uma melhorada sensacional...



Eu também levei uma torta de abobrinha e cenoura para os adultos, claro, já que a torta fica mais gostosa se comida fria. Minha torta foi inspirada pela torta de abobrinha da Cláudia, do Magia na Cozinha, eu fiz uma torta de cenoura e abobrinha. Uma receita facílima, ainda mais fácil de se fazer do que a receita da Clauzinha já que é uma espécie de quiche sem massa. Ficou uma delícia e todos amaram. Além de saborosa ficou super leve já que eu usei leite desnatado, ovos e polvilho. Nada de creme, queijo e manteiga. Lembro que tenho usado polvilho, amido de mandioca, em todas as receitas que pedem amido de milho e os resultados tem sido perfeitos, vale totalmente a pena usar polvilho e se livrar daquele produto transgênico horroroso: os amidos de milho...



Amanteigados de fubá

150 gramas de manteiga em temperatura ambiente
150 gramas de açúcar
250 gramas de fubá
100 gramas de farinha de trigo
2 colheres de sopa de raspas de limão ou laranja
2 ovos

Como:

Aqueça o forno a 180C e forre duas formas grandes com papel manteiga.

Num pote grande bata a manteiga com o açúcar usando uma colher de pau (eu uso colher de pau, se você preferir use a batedeira) até formar um creme bem macio. Adicione os ovos e bata bem para incorporar. Aos poucos vá adicionando a farinha e o fubá, meio copo de cada vez, mexendo com a colher para incorporar e formar uma massa bem macia que descola do pote e totalmente das mãos. Raspe os lados da tigela com uma espátula e misture tudo. Eventualmente você não vai sentir necessidade de usar todo o fubá até formar uma massa macia. Enfim, cada lugar é um ambiente diferente, com umidades relativas distintas por isso, fique atenta.

Abra a massa entre duas folhas de filme plástico ou papel manteiga até chegar a uma massa com cerca de meio centímetro de grossura e corte os biscoitinhos no formato que desejar. Arranje os biscoitos em formas forradas com papel manteiga e asse por 12 a 15 minutos a 180C ou até que fiquem levemente dourados nas bordas. Eu gosto deles mais douradinhos mas cuidado para não queimar demais embaixo...

Rende 50 biscoitos



Bolas de neve

100 gramas de manteiga com sal em temperatura ambiente
180 gramas de farinha de trigo
60 gramas de açúcar de confeiteiro peneirado
50 gramas de farinha de amêndoas + para enrolar os biscoitos
1 colher de chá de extrato natural de baunilha
1/2 colher de chá de canela em pó

Como:

Coloque todos os ingredientes num processador e processe até formar uma massa macia e homogênea. Se preferir bata a mão ou com uma batedeira. Faça uma bola com a massa, enrole em filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos. Aqueça o forno a 180C. Com uma colher de chá retire pedaços da massa e faça bolinhas não muito pequenas, tipo brigadeiros. Coloque num tabuleiro forrado com papel manteiga e asse por 15 minutos sem deixar escurecer. Asse até os biscoitos ficarem resistentes ao toque e apenas levemente dourados em baixo. Como conferir? Retire do forno, pegue um biscoito com a mão, com cuidado para não se queimar, e veja se dá para pegar sem amassar e se o fundo está apenas douradinho.

Retire do forno e passe no açúcar de confeiteiro ainda morno, com cuidado para não melar e reserve. Depois de frio passe os biscoitos novamente sobre o açúcar e sirva.
Com a segunda camada de açúcar a cobertura vai ficar mais homogênea formando a bola branca que dá o nome ao biscoito.

Desta vez eu não passei duas vezes no açúcar, passei apenas uma e ainda usei um açúcar de confeiteiro de baunilha que é um pouco menos branco total e além disso tem os pontinhos pretos da baunilha.

Rende 28 a 30 biscoitos






Torta sem massa de abobrinha e cenoura

1 abobrinha grande picadinha
2 cenouras pequenas raladas (ou uma grande)
1 cebola pequena picada
400 ml de leite (usei desnatado)
4 ovos
40 gramas de polvilho (amido de mandioca)
noz moscada (a gosto)
pitada de cominho (a gosto)
salsa (a gosto)
cebolinha (a gosto)
sal e pimenta do reino (a gosto)
2 colheres de sopa de azeite (extra virgem)

Como:

Unte uma forma redonda ou quadrada para torta. Num pote rale ou pique bem picadinha a abobrinha, a cebola e as cenouras e mexa bem para misturar os vegetais. Distribua a mistura de vegetais na forma untada e reserve. Numa tigela coloque o polvilho e adicione uma os ovos, um de cada vez e usando um batedor de arame mexa até incorporar totalmente o polvilho aos ovos, adicione o azeite, o sal, a pimenta e a noz moscada e continue mexendo. Por fim adicione o leite mexendo até formar uma mistura bem homogênea. Adicione a salsa e cebolinha e mexa mais uma vez. Transfira a mistura para a forma com os vegetais, a quantidade de líquido deverá ser suficiente para cobrir cobrir totalmente os vegetais. Asse em forno pre-aquecido a 190-200C por 30 minutos ou até que as bordas esteja levemente dourada e um palito enfiado no centro saia seco.

Rende 8 porções.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pizza do meu jeito: massa integral finíssima



As noites de sextas feiras tornaram-se noites para comer pizza aqui em casa. Foi acontecendo naturalmente, a medida que as crianças vão crescendo, já que são nas sextas que os amigos das crianças costumam vir dormir aqui em casa. Já que sexta é o dia oficial de visitas acabou virou dia oficial de pizzas. Além de pizza, sexta significa: piscina, filmes novos, patinação e outras coisinhas mais. Como era de se esperar, claro, eu faço as pizzas em casa, sempre. Nada de pedir na pizzaria da esquina (que, por sinal, aqui nem existe) nem de comprar pizza congelada ou pré-pronta. Eu desenvolvi uma receita ótima baseada em milhões de outras e recentemente adaptei minha receita para usar farinha integral na massa. Já fiz esta receitas tantas vezes, mas tantas, que hoje eu acho que sou capaz de fazer esta massa dormindo.

E como já fazia mais de um milhão de anos que eu não publicava uma receita bem ilustrada aqui blog resolvi fazer uma espécie de passo-a-passo da minha pizza de massa fina e integral. A receita rende o suficiente para três pizzas com massa fina, quase sem borda, retangulares grandes. Se você gosta de pizza grossa vai render duas pizzas apenas.



Para a massa o essencial são as farinhas, usei farinha de trigo comum e farinha de trigo integral ultra fina...



As farinhas eu coloco num pote grande metálico grande, junto com o sal. E numa jarrinha eu dissolvo o fermento em 500 ml de água morna e depois adiciono o açúcar e o azeite...



Depois eu adiciono o fermento às farinhas e, usando as mãos, eu misturo bem até formar uma massa homogênea que começa a descolar da mãos. Se você estiver em local úmido pode precisar de menos água, algo como 350ml de água morna para as 4 xícaras/copos de farinha ao invés dos 500ml que eu indico na receita. Mas como aqui tudo é muito seco, eu preciso sempre usar mais líquidos nas receitas....



Uma vez formada a massa comece a trabalhar/sovar a massa por uns cinco a sete minutos ou até que a massa fique bem macia, levemente elástica e totalmente soltando das mãos... Trabalhe/sove a massa numa superfície limpa e levemente esfarinhada, cuidado para não adicionar farinha demais à massa na hora de sovar...



Coloque então a massa de volta na tigela levemente esfarinhada. Salpique um pouco de farinha sobre a massa e cubra a tigela. Deixe a massa crescer por uma hora, no mínimo 40 minutos. Se preferir coloque dentro do forno desligado...



Depois que a massa crescer retire o ar e transfira para uma supefície esfarinhada para dar mais uma leve trabalhadinha



Dê uma trabalhada na massa e então forme uma bola grande e depois uma espécie de cilindro ou tubo...



Corte a massa em três partes iguais...



Forme então três bolas de massa, uma bola com cada pedaço da massa. Separe uma bola e guarde as outras duas cobertas. Se quiser pode deixar a massa na geladeira por até dois dias ou congelar...



Numa superfície levemente esfarinhada eu abro umas das bola de massa com as mãos até formar um pequeno retângulo, já que vou assar pizzas retangulares eu acho mais fácil fazer desta forma. Se você for usar uma forma redonda trabalhe o círculo com o rolo direto, a partir da bola de massa...



Depois que eu formei um retângulo com as mãos eu começo a trabalhar a massa com o rolo para formar uma massa bem fina. A massa é muito fácil de trabalhar e não gruda nem quebra, mas lembre que aqui é bem seco e talvez num ambiente úmido as coisas funcionem de outro jeito....



Ainda não está fina o suficiente para o meu gosto e, por isso, trabalho um pouco mais a massa para que ela fique....



Assim, como na foto acima. Se vocês repararem bem vão perceber que a massa agora está bem fina... Transfiro então a massa com cuidado para uma forma retangular forrada com papel manteiga... Como eu não gosto de bordas grossas eu corto os excessos para formar um retangulo exato com bordas quase inexistentes...




O molho de pizza você pode preparar enquanto a massa cresce e eu imagino que não é mistério para ninguém o segredo de um bom molho de tomate para pizza. Mas eu faço um molho de pizza diferente...

Eu sei que tomate é o vegetal (fruta) mais saudável que se tem notícias neste planeta, que uma colher de molho de tomate por dia faz verão, que a quantidade de licopenos, anticianinas e vitamina C contidas num único tomate fazem deste um alimento fundamental. Com um bom molho de tomate a pizza está pronta para o sucesso, certo? Certo! Então por que mexer no molho de tomate? Porque eu mexo em tudo!

E aqui em casa o molho de tomate é "mexido". Digamos, "adulterado". Aqui o molho de pizza é molho de tomate e cenouras. Eu cozinho tomates e cenouras com muito alho, cebola, majericão e um tantinho de água e depois processo tudo até formar um molho grosso e homogêneo. O resultado é um molho de cor intensa, denso e bem menos ácido do que os molhos de tomates normais já que nem todos os tomates tem o mesmo sabor e doçura. Além disso, se vocês provarem os tomates de estufa noruegueses que são vendidos por aqui durante uma grande parte do ano, vocês iriam entender minha decisão de usar cenouras no molho! Este molho foi feito com deliciosos tomates senegaleses, mas mesmo assim já viciei em adicionar cenouras...



Passe então uma camada fina de molho sobre a massa. Nada de inundar a massa com molho já que a massa é fina e aí fica difícil....



Espalhe bem o molho com a colher...



Cubra com pouco queijo ralado. Eu detesto pizzas com muito queijo, acho que ficam pesadas, gordurosas e enjoativas e por isso eu uso bem pouco quejo. Mas tudo é questão de gosto. Aqui eu usei um queijo bem leve, com 21% de gordura apenas... Além do queijo eu adiciono presuntinho picado e aí eu tenho a pizza favorita das criancas...



E aqui está senhoras e senhores: a pizza favorita das crianças: massa fina, integral com uma leve borda, molho de tomate e cenoura, queijo com 21% de gordura, presunto defumado sem gordura e orégano....



Já a minha pizza favorita entrou e saiu do forno diferente. Para mim pizza não precisa de muito além de queijo. Tudo o que eu preciso são algumas rodelas de tomate... Estes tomates senegaleses estavam perfeitos para servir de cobertura. Pena que eu já não tinha mais manjericão fresco pois usei as últimas folhas no molho...




E aqui está a pizza que eu e Per devoramos sozinhos... Queijo com tomate e orégano. Perfeita para uma sexta-feira de primavera e para assistir Lua Nova com as crianças e duas amigas no no DVD!



Pizza de massa fina e integral

2 copos de 250ml de farinha de trigo comum
2 copos de 250 ml de farinha de trigo integral
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de sal
500 ml de água morna (use menos água se estiver em local úmido, experimente usar 350ml ao invés de 500ml)
1 sachet de 10 ou 12 gramas de fermento para pão em pó seco

Como:

Num pote grande coloque as farinhas e o sal. Numa jarra coloque a água morninha e salpique o fermento e mexa. Adicione então o azeite e o açúcar e mexa para incorporar. Adicione a mistura do fermento às farinhas e usando as mãos mexa a massa bem para incorporar. Quando a mistura estiver totalmente incorporada trabalhe (sove) a massa por 5 a 7 minutos até que ela fique bem macia. Coloque novamente no pote, desta vez salpique farinha no pote e sobre a massa e deixe crescer coberta, em local não muito frio, por pelo menos 40 minutos. Eu costumo deixar crescer por uma hora. Depois que a massa tiver dobrado retire o ar, divida em três partes. Cada parte rende uma pizza retangular grande.

Abra a massa com as mãos até formar um retângulo e então use o rolo para formar uma massa bem fina. Transfira a massa para uma forma retangular grande forrada com papel manteiga. A massa fina não precisa ser pré-assada já que assa bem rápido, mas se você for assar uma massa mais grossa eu recomendo dar uma pré-assada por uns 5 minutos antes de colocar o molho e o queijo.

Coloque o molho de tomate e cenouras, o queijo ralado e salpique por fim presunto picado ou rodelas de tomate. Asse por 10 a 12 minutos a 220C em forno bem quente.



Molho de tomate e cenouras

5 tomates levemente picados
2 cenouras grandes descascadas e cortada em rodelas
1 cebola média cortada em rodelas
3 dentes de alho amassados
Folhas de manjericão fresco (opcional)
Orégano fresco (opcional)
100 ml de água
Sal e pimenta do reino a gosto
1 colher de sopa de azeite

Como:

Numa panela coloque o azeite e dê uma leve refogada nas cebolas e no alho. Adicione os demais ingredientes e deixe cozinhar até as cenouras ficarem macias. Se precisar adicione mais água, mas os tomates vão soltar bastante água. Depois de cozido, deixe o molho esfriar um pouco e processe com um processador manual, ou no liquidificador. Leve o molho de volta à panela e tempere com sal e pimenta do reino.